Marília e região

Prefeitura estima orçamento de R$ 1,9 bilhão para Marília em 2026

Previsão orçamentária de Marília é de quase R$ 2 bilhões para 2026, segundo projeto de lei (Foto: Joe Arruda/Marília Notícia)

A Prefeitura de Marília protocolou na Câmara Municipal, nesta terça-feira (30), o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, de autoria do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB). A proposta prevê receitas e despesas de R$ 1,9 bilhão.

O valor representa um crescimento de cerca de 8,3% em relação ao orçamento aprovado para 2025, fixado em R$ 1,75 bilhão — diferença de aproximadamente R$ 146 milhões a mais em comparação com a LOA anterior.

A Saúde continua como a área com maior volume de despesas, com previsão de R$ 456 milhões em 2026. Em seguida aparece a Educação, que terá R$ 405,2 milhões. Ambas as pastas contam com repasses federais.

A proposta também reserva recursos para áreas como Meio Ambiente e Serviços Públicos (R$ 79,3 milhões), Assistência Social e Cidadania (R$ 52,4 milhões) e Infraestrutura (R$ 61,7 milhões).

Na outra ponta, a Secretaria de Suprimentos, responsável pelas licitações, terá o menor orçamento, com R$ 4,3 milhões, seguida pela Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com R$ 4,6 milhões.

A Câmara Municipal terá dotação de R$ 40,2 milhões para 2026. O valor é pago em 12 parcelas mensais, o chamado duodécimo. Ao final do exercício, os recursos não utilizados devem ser devolvidos ao Executivo.

Déficits

Criada em setembro de 2024, no início da concessão do saneamento básico, a Amae (Agência Municipal de Água e Esgoto) — transformada a partir do antigo Departamento de Água e Esgoto de Marília (Daem) — aparece pela primeira vez no orçamento com projeção de déficit.

A agência prevê receita de R$ 47,7 milhões e despesa de R$ 52,9 milhões, o que resulta em déficit de R$ 5,2 milhões. Já a (Empresa Municipal de Mobilidade Urbana (Emdurb) também deve encerrar o próximo ano no negativo: R$ 65,7 milhões em receitas contra R$ 79,1 milhões em despesas — déficit de aproximadamente R$ 13,4 milhões.

O projeto tramita em regime de urgência na Câmara e já pode ser incluído na Ordem do Dia da sessão ordinária da próxima segunda-feira (6), caso receba emendas e parecer das comissões. As duas audiências públicas para tratar o assunto com a população já foram realizadas em 10 de junho e 25 de setembro.

Rodrigo Viudes

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