Bombas potentes em caminhonete foi usada pela última vez, em Marília, em 2014 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)
Uma parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), com uso de veículos e equipamentos pesados para nebulização – o popular fumacê – vai substituir temporariamente empresa terceirizada que aplicava inseticida em bloqueios contra o mosquito Aedes aegypti em Marília. A decisão foi confirmada pelo secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto.
A cidade vive uma epidemia de dengue, com mais de mil casos confirmados no ano. O reforço de empresa terceirizada para eliminação de criadouros acontecia desde 2017.
A prestadora de serviço que atuava na cidade não teve contrato renovado. Segundo o secretário, nova licitação está sendo preparada. O edital ainda não foi pulicado e não há previsão para contratação, porém Cássio estima que não deve ocorrer prejuízo às atividades.
“Nós já havíamos iniciado com a Sucen uma capacitação dos agentes que vão substituir aquilo que a empresa vinha fazendo, por esse período em que uma nova licitação está sendo aberta”, disse o titular da pasta.
A Bump Impermeabilização e Dedetização, da cidade de Lins, assinou contrato com a Prefeitura de Marília em novembro de 2017. Aditivos se acumularam até maio do ano passado – o último com vigência de doze meses.
Funcionário da terceirizada orienta moradores sobre o cuidado com plantas (Foto: Prefeitura de Marília)
A empresa recebia R$ 121.596,24 mensais para manter equipes que aplicavam inseticida e complementavam o serviço de controle do mosquito Aedes aegypti. Ao longo do período, o contrato e os aditivos somaram mais de R$ 3,5 milhões.
Com atuação principalmente nos locais – raio de 200 metros – dos endereços com casos positivos de dengue, a empresa tinha cerca de 30 funcionários na cidade.
Além da nebulização, os terceirizados faziam também visita casa a casa, com aplicação de produtos químicos em recipientes impossíveis de serem removidos. Fazia também orientação aos moradores, em trabalho complementar aos Agentes de Combate a Endemias.
O secretário da Saúde afirmou ao Marília Notícia que a Prefeitura está colhendo mais orçamentos – geralmente são três – para que o preço máximo no edital favoreça o município.
Volta do fumacê
Aplicação espacial de inseticida – o fumacê – já foi um método muito comum no país para combate aos mosquitos adultos. O uso de bombas mais pesadas, em caminhonetes, não acontece em Marília desde 2014.
Nos últimos anos, como diretriz do próprio Ministério da Saúde dos Estados, a medida foi usada nos casos mais extremos de epidemia. O veneno não elimina ovos e larvas em água parada, podendo dar falsa sensação de controle do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.
A medida enfrenta resistência de parte dos técnicos, já que a toxidade dos produtos químicos pode ser nociva para animais domésticos, pássaros e os próprios moradores.
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