Marília

Prefeitura de Marília investe para se adequar à Lei de Proteção de Dados

Secretário Eduardo Yamamoto descreveu o curso como proveitoso (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação, participou de Conferência Nacional sobre a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD – promovida em São Paulo, na última quinta-feira (27). O tema interessa a empresas, instituições do poder público, organizações sociais privadas e pessoas físicas em geral.

Lei sancionada no final de 2018 é considerada um “marco legal” para a proteção de dados pessoais e a privacidade no Brasil. Está aberto o prazo para adequações, o que torna as capacitações fundamentais, para melhorias nos processos de gestão.

O texto dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa físicas e jurídicas, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade, além do “livre desenvolvimento da personalidade”.

Na prática, torna ainda mais condenável os desvios de finalidade de informações pessoais obtidas pelas empresas e instituições. O grande objetivo é frear o comércio clandestino de dados, que acabam sendo utilizados para fins comerciais.

O Brasil utilizou, como base, a legislação europeia, considerada modelo mundial de proteção, em contraponto aos EUA, onde não há qualquer restrição e controle dos dados.

“Fui um curso muito proveitoso, com especialistas de alto nível, sendo que nosso município foi a única Prefeitura participante. Estamos avançando nesse processo, mas por se tratar de algo muito amplo – envolvendo todo tipo de documento, digital e impresso – vamos promover capacitações internas, revisão de contratos, enfim, uma grande mobilização até o final do prazo para cumprimento integral da lei”, disse Eduardo Yamamoto, titular da pasta.

Ele explica que a Prefeitura de Marília não tem nenhum histórico de problemas, em relação a segurança de dados cadastrais. Há, porém, empresas e organizações que já foram alvo da Justiça e dos órgãos de defesa do consumidor, pela fragilidade das informações.

“Mesmo com as cautelas de praxe, investimentos em sistemas e outras leis que protegem os dados, as organizações públicas também terão ajustes a fazer em decorrência da LGPD”, complementa o secretário.

O principal motivo, afirma, é a abrangência da lei. “De um simples comunicado interno, a um banco de dados complexo. Tudo terá que estar protegido. É um novo pacto pelo respeito à privacidade que deve ser sentida pelo cidadão”, finalizou.

Brunno Alexandre

Recent Posts

Artilheiros históricos da Copa do Mundo e os recordes ainda em aberto em 2026

Fonte: Unsplash Miroslav Klose marcou seu 16º gol em Copa do Mundo em julho de 2014,…

1 hora ago

Depois de quase 80 dias, sobreviventes da tragédia da BR-153 recebem alta

Irmãos Carlos, Rafael e Gabriel são sobreviventes da tragédia na BR-153, ocorrida em fevereiro (Foto:…

4 horas ago

Busca por condomínios com lazer e segurança cresce e muda perfil urbano

Terras de Santana atende procura por condomínios horizontais em Marília (Foto: Divulgação) Famílias brasileiras têm…

5 horas ago

Prefeitura propõe reajuste no Bolsa Atleta e aumento do teto em Marília

A Prefeitura de Marília encaminhou à Câmara Municipal o projeto de lei 87/2026, que propõe…

6 horas ago

Motorista morre após passar mal ao volante e invadir a contramão na SP-294

Passageira tentou intervir e acabou puxando bruscamente o volante, segundo órgão de trânsito (Foto: CCM…

6 horas ago

Vazamento de amônia em cervejaria obriga evacuação e interdita quatro quarteirões

Amplo trecho precisou ser interditado (Foto: AssisCity) Um vazamento de amônia mobilizou equipes de emergência…

6 horas ago

This website uses cookies.