Marília

“Pratos de plantas” e embalagens são maiores criadouros

Conforme a Divisão de Zoonoses da Saúde, durante as visitas domiciliares e levantamentos na cidade, a maior parte dos focos estão nesse tipo de recipiente.

Moradores de Marília devem ficar atentos a todos os tipos de recipientes, reservatórios, embalagens e contentores de água onde o mosquito Aedes Aegypti possa se reproduzir. Entretanto, é necessária atenção especial com os pratos de plantas.

Conforme informações divulgadas pela Divisão de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde, entre todos os criadouros possíveis, os tradicionais “pratinhos” têm sido os principais criatórios do mosquito na cidade.

A informação foi divulgada durante reunião do Grupo de Vigilância em Saúde. O predomínio é observado durante as visitas domiciliares dos agentes e também nos levantamentos que apuram a infestação do Aedes.

“Não dá para descuidar de nada, mas observamos que as pessoas com hábito de cultivar plantas devem ficar ainda mais atentas. Esse tipo de criadouro é tradicionalmente predominante”, destacou Lupércio Garrido, veterinário da Zoonoses.

Ele lembrou ainda da relevância, entre os criadouros, das embalagens descartáveis (de todo tipo), calhas, pneus e de objetos como móveis velhos, brinquedos e outros inservíveis que possam estar jogados nos quintais, ou ainda mal protegidos.

“É comum as pessoas acumularem objetos nas residências imaginando uma utilização futura. Temos que respeitar a decisão delas de não jogar fora seus pertences, mas temos orientado a guardá-los corretamente. Se não forem devidamente armazenados, podem se deteriorar e gerar uma série de transtornos”, disse Lupércio.

DENGUE

Até o último dia 1º de fevereiro foram confirmados dez casos no município, sendo nove autóctones. Nesta sexta-feira (8), novo Boletim Epidemiológico deverá ser divulgado.

São aguardados também laudos que especifiquem o sorotipo circulante no município. Para isso, é necessário que a coleta seja feita até o terceiro dia da viremia.

Em relação aos sintomas, a Secretaria Municipal da Saúde alerta:

Dengue clássica

– Febre alta > 38.5ºC.
– Dores musculares intensas.
– Dor ao movimentar os olhos.
– Mal estar.
– Falta de apetite.
– Dor de cabeça.
– Manchas vermelhas no corpo.

Dengue com agravo

– Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.
– Vômitos persistentes.
– Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico).
– Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.
– Aumento progressivo do hematócrito.
– Queda abrupta das plaquetas.

Amanda Brandão

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