Marília

Posto de combustível rompe lacre pela segunda vez e volta a funcionar

Um posto acusado de vender combustível adulterado na avenida Tiradentes, em Marília, rompeu pela segunda vez os lacres colocados nas bombas e voltou a funcionar durante o final de semana mesmo com proibição das autoridades.

No dia 10 de fevereiro a empresa foi lacrada em uma ação deflagrada por representantes do Procon Marília e da Secretaria da Fazenda do Estado, que cassou a inscrição sem a qual ela não pode ser colocada em funcionamento.

No dia seguinte, como o Marília Notícia mostrou, o posto rompeu os lacres pela primeira vez e a Polícia Militar foi acionada pelo diretor do Procon Marília, Guilherme Moraes.

Na tarde deste sábado (13), novamente os responsáveis pelo estabelecimento desafiaram o poder público e voltaram a atender os clientes. Veja o vídeo acima.

Nesta segunda-feira (15) Guilherme reafirmou à reportagem que as infrações terão consequências para os empresários.

“As medidas administrativas e criminais serão adotadas. A empresa descumpriu uma determinação legal, e assim, demonstra o tamanho do seu desrespeito à legislação e às autoridades constituídas. Esse fato, com certeza não passará impune”, afirmou o diretor do Procon.

Autoridades fazendo a lacração das bombas (Foto: Divulgação)

Entenda

Em dezembro do ano passado o MN divulgou que a Polícia Civil mantinha um inquérito sobre o a venda de combustível adulterado no local, que também era acompanhado pelo Ministério Público.

São apontados como proprietários do posto um médico de 58 anos e o irmão dele, de 62, que declaram residência em Bauru (distante 110 quilômetros de Marília). Eles são investigados por crimes na relação de consumo.

Há um ano, em fevereiro de 2020, fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) encontraram no local um dispositivo, com um painel de comando e um sistema de mangueiras, além de lacres rompidos.

O sistema seria usado na adulteração, que foi confirmada por testes nos combustíveis feitos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Faixa de lacração retirada do local (Foto: Divulgação)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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