Marília

Pós-graduação em dor da Unimar recebe especialista da USP

Fisiatra Marta Imamura esteve na Unimar ministrando aula sobre medicina física e reabilitação (Foto: Divulgação)

O curso de pós-graduação em dor, ofertado pela Universidade de Marília (Unimar), recebeu a especialista da Universidade de São Paulo (USP), a fisiatra Marta Imamura, para aula sobre medicina física e reabilitação, com foco em dores crônicas. Em dois dias, ela apresentou aos acadêmicos elementos de investigação para diagnóstico assertivo.

De acordo com o coordenador do curso, o médico Antônio Carlos de Camargo Filho, os acadêmicos obtiveram um conhecimento diferenciado com a aula da especialista.

“A Drª Marta Imamura apresentou metodologia extremamente pesquisada e analisada em medicina física e reabilitação, voltados para a dor. Este é um tema carente no país e necessário, porque precisamos possuir especialistas que saibam atuar com a dor aguda intensa e portadores de dores crônicas incapacitantes”, explica.

A especialista é doutora em ortopedia e traumatologia, graduada pela USP, onde atua como médica assistente. Foi presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação e atualmente é a Presidente da Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação. Para ela, o tema é extremamente importante e deveria ser discutido por todos os especialistas.

“A dor é uma queixa constante que impacta o dia a dia de muitas pessoas. A sobrecarga de doenças são as principais causas de pacientes que vivem anos com deficiência no aparelho locomotor ou neurológicos. Então, precisamos nos atentar aos mecanismos fisiopatológicos envolvidos relacionados ao exame físico para nortear um tratamento eficaz”, explica.

Especialista foi recebida no curso de pós-graduação (Foto: Divulgação)

Ainda segundo a especialista, é necessário redobrar a atenção aos locais e intensidade da dor, porque muitos diagnósticos são ofertados de maneira errônea.

“Os desafios do diagnóstico muitas vezes não vêm pelo exame de sangue ou imagem, são feitos por exames da funcionalidade. Precisamos entender o paciente como uma pessoa com dor, não um joelho ou um pâncreas, por isso é necessário associar o diagnóstico clínico e funcional para o tratamento adequado, porque muitos não possuem opções terapêuticas, que são considerados os casos mais desafiadores e que muitos médicos não gostam de enfrentar”, ressalta.

Com a especialização, o Clínico Geral, Maxiglei Grizon, está aperfeiçoando o acolhimento que oferece aos seus pacientes. “Eu, como clínico geral, estou na ponta do atendimento e sou o primeiro a avaliar a dor. Por isso, preciso ter a visão diferenciada sobre o tema, aprofundando e agregando conhecimento para que esta abordagem seja eficaz”, esclarece.

Ainda segundo Maxiglei, a especialista apoiou o aprimoramento profissional. “Com as aulas ministradas pela Marta passei a ter uma nova visão sobre o tema. Ela nos abriu a mente sobre a abordagem clínica nos exames físicos, fazendo com que a gente tenha uma visão geral sobre o paciente”, finaliza.

 

Brunno Alexandre

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