Marília

Portaria reduz déficit do SUS na Santa Casa de Marília

Governador Geraldo Alckmin e provedor Milton Tédde, com o Ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A Santa Casa de Marília espera um alívio financeiro, nos próximos meses, no setor de tratamento contra o câncer.

Atualmente, o extrateto acumulado, ou seja, serviços já realizados pelo SUS, mas ainda não pagos, somam R$ 280.609,55 somente na especialidade.

A redução do déficit deve ocorrer com a portaria do Ministério da Saúde que ampliou o repasse da atenção oncológica em R$ 64.747,87 mensais. A gestão dos recursos é feita pelo Fundo Municipal de Saúde, por meio da Prefeitura de Marília.

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, acompanhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), reuniu administradores hospitalares em São Paulo na última segunda-feira (24) e anunciou que os recursos incorporados ao limite financeiro somam R$ 98 milhões e serão destinados a 25 UPAs e 40 Santas Casas do Estado.

“A liberação é um cumprimento da obrigação de cofinanciamento do SUS que o governo federal deve ter com todos os prestadores de serviços do País. Ao todo, são mais de R$ 550 milhões que estamos repassando para santas casas, entidades filantrópicas e UPAs do País, que estavam praticando seus serviços sem receber a contrapartida da União”, disse o ministro Ricardo Barros.

O provedor da Santa Casa, empresário Milton Tédde, foi à capital acompanhado do secretário geral da diretoria, Wilson Passador. O dirigente afirmou que os esforços para melhorar o financiamento da saúde são urgentes.

“Participamos da Fehosp (federação das santas casas de SP) e da CMB (confederação brasileira) e vemos o quanto as instituições filantrópicas estão sofrendo, junto com a população. É necessário que os recursos sejam na proporção certa e pontuais”, disse.

A coordenadora de negócios do hospital, Márcia Mota, afirma que, de acordo com a portaria, os repasses serão feitos a partir da décima parcela deste ano. “Esse valor incorporado significa que, pelo menos na oncologia, teremos um melhor alinhamento entre os procedimentos realizados e os repasses previstos pelo convênio SUS. Como são parcelas mensais, precisaremos de tempo para que haja impato e possamos avaliar”, explicou.

ATENDIMENTO, EM NÚMEROS

No setor de oncologia, a instituição realizou no ano passado 23.551 atendimentos, entre consultas, sessões de quimioterapia, cirurgias, internações e outros serviços. Nos seis primeiros meses deste ano, foram 10.575.

O valor do extrateto acumulado da oncologia (R$ 280.609,55) corresponde a 77 cirurgias oncológicas já realizadas e ainda não cobertas pelo SUS.

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