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Polícia investiga supostas fraudes em concursos públicos de Marília

A Polícia Civil de São Paulo está investigando fortes indícios de que concursos públicos e processos seletivos realizados em Marília, sofreram adulterações para beneficiar determinadas pessoas.

Semana passada a polícia concluiu mais uma etapa da “Operação Q.I”, que apura esse tipo de crime em várias cidades do interior paulista e Goiás.

A polícia informou também que o grupo supostamente chefiado pela vereadora do município de Pradópolis (SP), Marlene Aparecida Galiaso (PV), fraudou ao todo 35 licitações e 27 concursos públicos em cidades no interior de São Paulo e em Goiás. Vinte nove pessoas foram indiciadas até agora e 15 estão presas preventivamente, entre elas Marlene. Um empresário continua foragido.

Após cinco meses de investigação, a polícia e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concluíram que Marlene era proprietária de duas empresas que fraudavam concursos nas regiões de Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP).

O esquema movimentou ao menos R$ 2 milhões em contratos, somente entre 2014 e 2015, mas o valor deve ser maior, segundo o delegado Gustavo André Alves. A polícia aguarda informações do Banco Central, após a Justiça decretar a quebra do sigilo bancário dos indiciados.

Em Marília, para não atrapalhar as investigações, não foram divulgados quais concursos foram supostamente fraudados. Em diversas outras cidades os crimes já foram comprovados.

Fraude em concursos

Segundo Alves, os gabaritos de concursos e processos seletivos eram adulterados após a realização das provas, para que pessoas indicadas pelas prefeituras, câmaras ou pela própria vereadora fossem favorecidas.

“Ela [a vereadora] tinha duas formas de agir: uma em que as prefeituras não tinham esse contato para pedir aprovação de determinados candidatos e ela por si própria vendia as vagas. E outra em que a prefeitura ou a Câmara queria aprovação de determinados candidatos e ela apenas atendia a solicitação”, explicou o delegado ao site G1 de Ribeirão Preto.

Em alguns casos, ainda de acordo com Alves, integrantes da quadrilha também prestavam as provas já sabendo as respostas, com o intuito de obter boa pontuação e figurar entre as primeiras colocações no resultado final. Ao serem convocados, no entanto, os falsos candidatos desistiam.

“Encontramos envelopes em que dentro deles havia gabaritos em branco, porém, assinados no verso pelo candidato, e com uma caneta dentro desse envelope, o que corroborou com tudo o que a gente tinha identificado antes, que era a sistemática adotada”, disse.

O delegado afirmou ainda que a suposta quadrilha destruía as provas para que não fosse descoberta. A investigação apontou que os materiais eram queimados ou fragmentos após a realização dos concursos. “Você fica sem ter como fazer esse confronto que a gente fez, fazer prova material de eventual fraude”, explicou.

Alves disse também que os responsáveis pelas fraudes recebiam cerca de R$ 3 mil por processo seletivo adulterado e R$ 5 mil no caso de concursos. Quando o esquema envolvia cargos de alto escalão, como procurador jurídico, o que supostamente ocorreu na cidade de Jaboticabal, o valor chegava a R$ 35 mil.

Os suspeitos devem responder criminalmente por fraude em licitação e concurso, falsidade ideológica, organização criminosa, corrupção ativa e passiva.

Fonte: G1 Ribeirão 

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