RIO DE JANEIRO,RJ,03.10.2019:PRISÕES-MORTE-VEREADORA-MARIELLE-FRANCO-OPERAÇÃO-SUBMERSUS - Agentes da Polícia Civil fazem uma operação na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nesta quinta-feira (03), para prender suspeitos de envolvimento no sumiço das armas usadas nos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018. Na Operação Submersus, foram presos a esposa e um cunhado do PM reformado Ronnie Lessa, apontado como um dos autores do crime, Elaine Pereira Figueiredo Lessa (FOTO), e Bruno Pereira Figueiredo, respectivamente. (Foto: jose lucena/Futura Press/Folhapress)
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram nesta quinta-feira, 3, cinco mandados de prisão da Operação Submersus, um desdobramento das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, mortos em março do ano passado. Um dos mandados foi cumprido contra o policial reformado Ronnie Lessa, acusado de participar dos homicídios, que já estava preso na Penitenciária Federal de Porto Velho.
Os outros alvos, segundo a Agência Brasil, foram a mulher de Lessa, Elaine Lessa; o irmão de Elaine e cunhado dele, Bruno Figueiredo; Márcio Montavano, conhecido como Márcio Gordo; e Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca. Eles são acusados de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria ocultado armas usadas pelo grupo de Lessa, entre elas a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios (DH) da capital fluminense, em março deste ano, dois dias depois das prisões de Lessa e do ex-policial Élcio de Queiroz, outro acusado de matar Marielle e Anderson, o grupo teria jogado as armas no mar.
Sob o comando de Elaine, conforme a polícia, o armamento foi descartado próximo às Ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.
Para a DH, Montavano tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na zona oeste do Rio, levou-a até Freitas, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-la até o quebra-mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano.
Já Figueiredo é acusado de ajudar Montavano na execução do plano Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho, segundo a Polícia Civil. Todos os acusados – à exceção de Lessa – foram levados para a DH.
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