Polícia

Polícia Civil prende condenado por matar enteado de um ano em Marília

Felipe havia sido preso em dezembro de 2020 e depois foi julgado em liberdade provisória (Foto: Arquivo)

A Polícia Civil prendeu no final da tarde desta sexta-feira (4) Felipe Guedes da Silva, de 31 anos, condenado a cumprir 21 anos e nove meses de prisão em regime fechado, pela morte do enteado Arthur Miguel Monteiro Lopes, de apenas um ano e três meses, em crime cometido em setembro de 2019. Ele foi capturado pela equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e será encaminhado para uma penitenciária da região.

De acordo com as informações apuradas pelo Marília Notícia, desde o dia do julgamento, quando Silva foi condenado mas recebeu o benefício de recorrer da decisão em liberdade, o promotor Rafael Abujamra começou a trabalhar para que a sentença fosse cumprida o mais rápido possível. Ele conseguiu reverter a situação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que expediu o mandado de prisão no final da tarde.

O delegado José Carlos Costa, coordenador da Central de Polícia Judiciária (CPJ), que comandou as investigações sobre o caso, imediatamente entrou em contato com o delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que destacou uma equipe para cumprir a ordem.

Felipe Guedes da Silva foi encontrado em seu trabalho, na região Leste de Marília. Ele foi cientificado sobre o mandado de prisão expedido pelo TJ-SP e levado para a CPJ, sendo feitos os procedimentos de praxe sobre sua prisão.

Ele passará a noite na carceragem da Polícia Civil e pela manhã, após passar por audiência de custódia, será encaminhado para uma unidade prisional da região.

Promotor de Justiça Rafael Abujamra, havia afirmado que tentaria a prisão do réu o mais rápido possível (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

CRIME

Consta no inquérito policial que a criança morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico, cujas circunstâncias não foram devidamente esclarecidas na época.

Felipe era namorado da mãe do menino e alegou que por volta de 6h30 levantou para tomar banho, deixando a vítima deitada em um colchão na sala. A mãe de Arthur trabalhava e ele estava sozinho com a criança.

O acusado disse que durante o banho escutou um barulho e abriu o box, observando que o menino tinha caído. Ele teria pegado a criança e colocado no sofá para terminar de tomar banho.

Em seguida, encontrou a vítima passando mal, sem conseguir respirar e acionou o Samu e o Corpo de Bombeiros. Ele também afirmou que pediu ajuda para um vizinho, o qual os levou até o PA da zona Sul.

A versão foi contestada pelo laudo necroscópico. O médico legista concluiu que “em vista das pequenas dimensões do local e da baixa estrutura da vítima (70 centímetros), com poucas condições de adquirir força inercial suficiente para produzir quadro crânio-cerebral tão grave, o mais provável é que a ação contundente tenha tido natureza homicida.”

Após provas técnicas, a polícia concluiu que a suposta queda não teria provocado os ferimentos verificados na criança. Como Felipe era a única pessoa na casa no momento da morte, ele foi apontado como autor do assassinato.

O acusado tem várias passagens pela polícia por crimes como roubo e tentativa de homicídio.

Alcyr Netto

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