Caso foi registrado na CPJ e será investigado pela Polícia Civil de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
A Polícia Civil de Marília vai apurar uma denúncia de suposta agressão contra uma estudante de nove anos em uma escola municipal localizada no Jardim Morumbi, na zona oeste da cidade. O boletim de ocorrência foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) por uma mulher de 34 anos, mãe da criança, que também alega omissão de informações por parte da direção da unidade.
Segundo o registro policial, o caso ocorreu no dia 25 de junho, quando a mãe foi comunicada por funcionárias da escola de que a filha havia apresentado uma crise comportamental durante o período de aula.
Conforme relato da direção à responsável, a estudante teria se exaltado após ter o pedido para ir ao banheiro negado durante uma aula de inglês. Ainda de acordo com a versão apresentada pela escola, a menina foi encaminhada à diretoria, onde teria gritado e chutado portas durante a crise.
No boletim de ocorrência, a mãe informou que a filha possui diagnóstico de Transtorno de Oposição Desafiante (TOD) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), condições que, segundo ela, dificultam a aceitação de respostas negativas.
Ao retornar para casa, porém, segundo a mãe, a criança apresentou uma versão diferente da relatada pela escola. A responsável afirmou que a filha contou ter sido empurrada por uma professora de outra sala, caído no chão e batido as costas em uma cadeira e o joelho na parede. A mãe alegou que esse episódio não lhe havia sido comunicado pela direção.
No dia seguinte, a mulher voltou à unidade para pedir esclarecimentos. Conforme o boletim de ocorrência, a diretora informou que a professora apenas segurou a estudante pelos braços e que a própria criança teria se jogado ao chão durante a crise.
A mãe relatou ainda que a filha costuma apresentar marcas pelo corpo durante as crises por se coçar intensamente, motivo pelo qual não soube afirmar a origem da vermelhidão observada após o episódio.
A responsável também afirmou à Polícia Civil que solicitou uma cópia do relatório interno da escola, mas o documento teria sido alterado pela direção, com a retirada de informações sob a justificativa de preservar dados de terceiros.
Segundo a denúncia, em uma visita à escola no dia 2 de julho, a mãe afirmou ter presenciado a mesma professora entrando em uma sala onde três alunos discutiam. Conforme seu relato à Polícia Civil, a docente segurou um dos estudantes pelo braço de forma brusca, empurrou a criança e elevou o tom de voz. A responsável afirmou que a conduta lhe pareceu semelhante à descrita pela filha.
Sem acesso às imagens das câmeras de segurança, que afirma ter solicitado à escola, a mulher decidiu formalizar a denúncia na Polícia Civil. A ocorrência foi registrada como vias de fato, e a responsável recebeu orientações sobre o prazo legal para eventual representação criminal. O caso seguirá sob análise do delegado titular.
Em nota, a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Educação, esclarece que “tomou conhecimento do fato na última segunda-feira (dia 6 de julho), e que a secretária Rosimeire Frazon esteve reunida nesta data com a mãe da estudante para ouvi-la e acolher o seu relato.
A Secretaria Municipal da Educação esclarece também que já iniciou imediatamente as providências administrativas cabíveis. E que o setor jurídico da Secretaria da Educação está analisando o caso.
Além disso, a Secretaria Municipal da Educação informa ainda que foi instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos e da conduta da professora e da equipe gestora da unidade escolar, assegurando o devido processo legal e o direito ao contraditório e à ampla defesa.”
Caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher, onde será investigado.
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