A possível polarização entre mulheres na disputa por cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nas eleições de outubro começa a se desenhar em Marília, com ao menos três nomes em evidência e um cenário que combina protagonismo feminino com risco de fragmentação de votos.
Após eleger sua primeira deputada estadual, Dani Alonso (PL), em 2022, o município pode assistir a uma disputa majoritariamente feminina pelo Legislativo paulista. Além da atual parlamentar, que buscará a reeleição, despontam como pré-candidatas a vereadora Fabiana Camarinha (Podemos) – já confirmada – e a primeira-dama Tássia Camarinha (PSDB), cuja pré-candidatura ainda depende de anúncio oficial.
Atual representante de Marília na Alesp, Dani Alonso tentará um feito inédito entre mulheres da cidade ao disputar a reeleição. Diferentemente do pleito anterior, quando contou com o apoio do então prefeito Daniel Alonso (PL), seu pai, a deputada não terá o respaldo direto do Executivo municipal.
Por outro lado, deve repetir a estratégia de campanha ao lado do marido, o deputado federal Capitão Augusto (PL), com quem percorreu o Estado em 2022, quando obteve 80.337 votos. No cenário local, a parlamentar tende a enfrentar maior concorrência, especialmente diante da presença política do atual prefeito, Vinicius Camarinha (PSDB). Apesar disso, regionalmente o parlamentar cresceu e tende a ter mais votos.
A eventual candidatura de Tássia Camarinha é tratada como questão de tempo nos bastidores. Filiada ao PSDB no dia 1º de abril deste ano, mesma data em que foi exonerada do Fundo Social de Solidariedade de Marília para cumprir o prazo de desincompatibilização, a primeira-dama deve ter como principal ativo político o apoio do marido, o prefeito Vinicius Camarinha.
Com histórico de quatro mandatos e meio como deputado estadual e influência em diversas cidades da região, o chefe do Executivo é apontado como potencial articulador de uma base eleitoral competitiva para a esposa.
Já a vereadora Fabiana Camarinha teve sua pré-candidatura anunciada publicamente pelo marido, o ex-deputado estadual e federal Abelardo Camarinha (Podemos), um dia após decisão da Justiça Eleitoral adiar sua inelegibilidade até maio de 2027.
Fabiana, que foi a vereadora mais votada da história de Marília em 2024, com 4.281 votos, conta com apoio na cidade, associado ao eleitorado tradicional do marido. No entanto, a influência regional do ex-deputado é considerada menor em comparação à estrutura política liderada atualmente pelo prefeito.
Polarização masculina à Câmara dos Deputados
Paralelamente, a corrida por cadeiras na Câmara dos Deputados reúne, até o momento, apenas nomes masculinos entre os pré-candidatos confirmados da cidade. Estão no páreo o deputado federal Capitão Augusto (PL), em busca do quarto mandato consecutivo; o ex-deputado federal Walter Ihoshi (PSD); o comunicador Juliano da Campestre (Republicanos), que disputará a terceira eleição seguida; e o advogado Lucas Dantas (PSB), estreante no processo eleitoral.
Ainda há indefinições no campo masculino. O vice-prefeito Rogério Alexandre da Graça, o Rogerinho (PP), não confirmou oficialmente sua pré-candidatura. Já o empresário Jean Patrick Garcia Baleche (Novo), que concorreu em 2022, anunciou desistência da disputa.
Com a proximidade do período eleitoral, a configuração das candidaturas e alianças deve definir se Marília ampliará sua representatividade na Assembleia Legislativa ou se o excesso de nomes competitivos resultará na pulverização dos votos e eventual ausência de representantes no parlamento estadual.
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