Tecnologia

Poder do Facebook vira alvo de investigações em todo o mundo

A senadora Elizabeth Warren pediu a quebra de sigilo de grandes empresas como o Facebook. Órgãos reguladores abriram investigações sobre o poder da rede social. Até mesmo um dos fundadores do Facebook pediu explicações sobre a razão de a companhia não ter sido dividida. E a empresa enfrenta o desafio de mudar seu comportamento para enfrentar o escrutínio sobre seu poder.

No ano passado, o Facebook suspendeu negociações com a Houseparty,rede social especializada em vídeos, com medo de levantar preocupações antitruste, segundo duas fontes próximas às discussões. Comprar uma rival quando já se tem tanto domínio sobre o mercado seria arriscado demais.

O Facebook também deu início a mudanças que visam a dificultar a divisão de seus negócios. A empresa vem unificando seu sistema de mensagens, o Facebook Messenger, o Instagram e o WhatsApp. Executivos também trabalham para modificar o Instagram e o WhatsApp para associá-los mais ostensivamente ao Facebook.

Mark Zuckerberg, fundador e presidente do Facebook, diz repetidamente que sua companhia enfrenta competição de todos os lados e reluta em aceitar uma atuação fragmentada. Ele não quer perder se separar do Instagram e do WhatsApp, que são enormes e ajudam a alimentar o império de US$ 56 bilhões do Facebook.

“A grande dúvida é se este é um plano de logística comercial”, disse Gene Kimmelman, ex-funcionário antitruste do governo Barack Obama e conselheiro do Public Knowledge, centro de estudos de Washington. “Para uma rede social com enorme crescimento em fotos e mensagens, há provavelmente justificativas comerciais para combinar as unidades.”

O deputado democrata David Cicilline, presidente da subcomissão antitruste da Câmara, diz que as mudanças do Facebook precisam ser acompanhadas de perto. “A unificação do Facebook, Instagram e WhatsApp na maior plataforma única da história é uma clara tentativa de fugir às leis antitruste”, disse. “Precisamos apertar a tecla de pausa.”

O Facebook repudia a ideia de que suas iniciativas sejam a antecipação de uma potencial fragmentação. Em Washington, a rede social está particularmente atenta à Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), que investiga a empresa por práticas anticompetitivas, disseram duas fontes ligadas à plataforma. A FTC examina violações de privacidade do Facebook desde 2018.

Neste ano, o órgão de competição começou a analisar as diversas aquisições do Facebook, chegando a notificar a empresa sobre o tema. Essa lista inclui não apenas os gigantes WhatsApp e Instagram, mas também negócios menores. A intenção de comprar a Houseparty teria esfriado justamente a partir das investigações da FTC. O negócio acabou nas mãos da Epic Games, produtora do Fortnite.

Agência Estado

Recent Posts

Marília deve ter fim de semana de calor antes de mudança no tempo

Altas temperaturas devem ser registradas nos próximos dias em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia) A…

15 minutos ago

Unimar realiza 15ª edição da Sipat e reforça ações de prevenção no trabalho

Iniciativa integra o calendário institucional e reúne colaboradores em uma programação voltada à conscientização (Foto:…

1 hora ago

Quintana apresenta novos equipamentos e autoriza obras no Centro de Fisioterapia

Ações, segundo a Prefeitura, integram um conjunto de investimentos (Foto: Divulgação) O governo de Quintana…

1 hora ago

Justiça pronuncia a júri acusada de atear fogo e matar companheiro em briga por crack

Uma sentença de pronúncia da 2ª Vara Criminal de Lins determinou que a mulher de…

1 hora ago

Acusado de homicídio após discussão em Ocauçu vai a júri popular, decide a Justiça

Hiago Santos foi morto com um tiro em Ocauçu (Foto: Divulgação) A Justiça de Marília…

1 hora ago

Juíza adia júri de acusado da ‘Guerra do Tráfico’ e remarca julgamento para setembro

A Justiça de Presidente Prudente - onde ocorrem os julgamentos do caso - decidiu adiar…

1 hora ago

This website uses cookies.