Oito e quarenta da manhã, Pavuna, Zona Norte do Rio. Em plena Estrada Rio do Pau, duas viaturas do 41º BPM (Irajá) circulam tranquilamente, sem giroscópio ligado e qualquer sinal de que estivessem indo ou voltando de uma ocorrência.
Na primeira viatura, uma imagem chamou a atenção. No compartimento para transporte de presos, antigamente conhecido por camburão, um dos policiais dormia tranquilamente, com um fuzil sobre o corpo, colocando em risco não apenas a si próprio, mas motoristas e pedestres da região.
O ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Paulo Storani se espantou ao ver as fotos feitas pelo DIA e criticou não apenas o policial, mas toda a estrutura de segurança pública, e a falta de planejamento das forças de segurança.
“Claro que a culpa vai ficar com o policial, que não deveria estar naquela situação em hipótese alguma. Mas ninguém vai falar que os PMs do Rio estão esgotados fisicamente. A demanda tem aumentado e o efetivo não consegue acompanhar. Assim, é preciso cassar folgas e férias destes policiais, e o resultado é este aí”, explicou Storani.
Fonte: IG
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