DIG inovestigará caso de corpo encontrado no Parque das Azaleias, na zona sul (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Justiça de Marília condenou um homem a 11 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado, por um roubo praticado com arma de fogo e restrição da liberdade da vítima, em julho de 2023. João Victor Tomisaki Coelho de Andrade, de 29 anos, foi identificado após a Polícia Civil rastrear vestígios digitais deixados durante a fuga, entre eles movimentações bancárias e o uso do celular roubado.
O crime ocorreu na madrugada de 12 de julho de 2023, no Jardim Portal do Sol. Um empresário chegava à residência quando foi surpreendido por dois criminosos armados. Sob ameaça, foi obrigado a entrar no banco traseiro do próprio Volkswagen Up, enquanto um dos assaltantes assumiu a direção e o outro permaneceu ao seu lado com um revólver apontado para sua cabeça.
A vítima permaneceu sob o domínio dos criminosos durante todo o trajeto, sendo levada por diferentes pontos da cidade antes de ser abandonada nas proximidades do Clube dos Bancários, na zona sul. Além do veículo, foram levados um celular Samsung Galaxy S23 Ultra e R$ 200 em dinheiro.
No dia seguinte, o empresário constatou movimentações financeiras não autorizadas, incluindo uma transferência via Pix de R$ 1,1 mil e uma compra de aproximadamente R$ 900 em uma mercearia.
Rastros digitais
As investigações da Polícia Civil avançaram após a identificação de uma transferência via Pix para um parente do condenado. A quebra do sigilo de dados telefônicos também revelou que um chip cadastrado em nome de João Victor foi inserido no celular subtraído da vítima, elemento que reforçou sua ligação com o crime.
Dias depois, o Volkswagen Up foi localizado abandonado nas proximidades da ponte sobre o Rio do Peixe, permitindo o levantamento de novos vestígios que corroboraram a investigação.
Em interrogatório, João Victor negou participação no roubo. Também chegou a afirmar que poderia estar preso na época dos fatos, versão que foi descartada diante das provas reunidas durante a investigação.
Na sentença, o juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal de Marília, destacou a gravidade da ação, praticada com emprego de arma de fogo e restrição da liberdade da vítima. O magistrado também considerou os maus antecedentes e a reincidência específica do réu em crimes patrimoniais para fixar a pena em 11 anos e dez meses de reclusão, em regime inicial fechado.
João Victor poderá recorrer da condenação.
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