Política

PF investiga 1.659 crimes eleitorais e já confiscou R$ 10,7 mi

A Polícia Federal já instaurou 1.659 inquéritos e 11 termos circunstanciados para apurar possível crimes eleitorais desde janeiro. Com 533 investigações em andamento, o Rio lidera o ranking seguido do Ceará (108), São Paulo (92) e Rio Grande do Sul (82). As apurações em andamento já resultaram em 120 apreensões que somadas alcançam a cifra de R$ 10,7 milhões.

Os números foram divulgados pela PF durante a inauguração do Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições (CICCE), criado para acompanhar em tempo real todas as demandas de investigações de crimes eleitorais autorizadas pela Justiça.

O CICCE fica instalado em Brasília, mas vai centralizar as informações sobre apurações de todo Brasil, entre elas, as que envolvem a produção e disseminação de fake news, as notícias falsas.

Além da PF, integram o CICCE representantes do Tribunal Superior Eleitoral, Procuradoria-geral Eleitoral, Conselho de Controle de Atividade Financeira (COAF), Tribunal de Contas da União, Agência Brasileira de Inteligência e outros nove órgãos públicos

O espaço funcionará nas datas de 1.º a 8 de outubro e de 22 a 28 de outubro.

“A instituição do CICCE objetiva, dentre outros aspectos, garantir a realização das eleições de forma pacífica e segura; zelar pela liberdade de escolha do eleitor; garantir a eficiência e a eficácia da atuação das instituições envolvidas por meio da integração, garantir a execução do planejamento de segurança para as eleições gerais 2018 e reduzir o tempo de resposta nos atendimentos às urgências e emergências”, afirma a PF.

Em coletiva de imprensa após a inauguração, o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, e os delegados Èlzio Vicente da Silva e Thiago Borelli, este último coordenador do CICCE, falaram sobre a importância do espaço e a atuação da PF durante o pleito

Segundo os delegados, os principais crimes investigados no período eleitoral são propaganda eleitoral falsa, crime contra a honra de candidatos, caixa 2, transporte ilegal de eleitores e boca de urna. A produção e disseminação de notícias falsas, as fake news, também estão na mira da PF. Em todos os casos, explicou o delegado Borelli, a PF só pode atuar provocada e com autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Segundo o diretor-geral Rogério Galloro, o centro integrado repete o modelo utilizado na segurança de grandes eventos realizados na última década, como a Copa do Mundo e Olimpíadas. Para Galloro, a integração entre as instituições vai reduzir o tempo de resposta para casos de urgência e emergência relacionados a crimes eleitorais.

Agência Estado

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