Um boi é visto na lama depois do rompimento de barragem de rejeitos de minério de ferro de propriedade da mineradora Vale, em Brumadinho (MG).
Quase três meses depois do rompimento de uma barragem da Vale que matou cerca de 300 pessoas em Brumadinho, Minas Gerais, a Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira, 16, cinco mandatos judiciais de busca e apreensão de documentos, mídias e outros elementos de convicção que guardem relação aos fatos apurados na tragédia. A investigação foi solicitada pela 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, informou a PF em nota, sem dar detalhes.
As buscas foram feitas em Nova Lima (MG), São Paulo e Rio de Janeiro. Em Belo Horizonte, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A PF não informou os locais exatos das buscas
Segundo a Vale, a empresa “e seus empregados têm apresentado, desde o momento do rompimento da barragem, todos os documentos e informações solicitados voluntariamente e, como maior interessada na apuração dos fatos, continuará contribuindo com as investigações”. A companhia não soube informar os locais de buscas da Polícia Federal.
A tragédia da Vale em Brumadinho ocorreu no dia 25 de janeiro passado, após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão Até o momento já foram identificados 229 mortos e 48 corpos ainda não foram localizados pela Defesa Civil. O incidente deixou desabrigados e causou danos ambientais.
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