Marília

Pets em apartamento; é possível viver em harmonia

Shelby na comemoração dos 30 anos de Amanda (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Que o mariliense gosta de viver em condomínios todo mundo já sabe. Os empreendimentos de moradia coletiva fazem parte do estilo de vida de diferentes extratos socioeconômicos. Conciliar a presença de um Pet, principalmente em apartamentos, é um desafio que pode ser vencido.

Shelby tem cara de mal, mas a culpa é da raça. O american bully de um ano e três meses mora em um condomínio na zona Leste da cidade e já conquistou os moradores do residencial.

Mas essa relação tão amigável com os vizinhos não é apenas pela doçura do cãozinho. É resultado do esforço dos tutores, o casal Gustavo e Amanda Bonadio.

A bancária conta que a decisão em ter um cão e, sobretudo da raça desejada, foi tomada depois que eles mudaram de apartamento. Shelby vive no térreo e tem espaço suficiente para brincar.

A região onde mora também favorece, com calçadas largas, muita sombra e jardins. O passeio é responsabilidade dos tutores, que buscaram adestramento e se atentam para a higiene e o uso da guia.

“Nem todas as pessoas podem proporcionar o adestramento, mas se a pessoa puder fazer esse investimento, é muito importante, principalmente para a qualidade de vida do próprio animal”, sugere Amanda.

O casal cumpre rigorosamente as regras do condomínio, que proíbe, por exemplo, o cão [independente de estar acompanhado] nas áreas comuns. Vale o bom senso e uma boa leitura do documento que rege as relações da vizinhança.

A rotina de Shelby, com a pandemia, passou a ser compartilhada nas redes sociais [shelby.dog_]. A família e amigos queriam ver o crescimento dele. O canal do dog já tem 6,5 mil seguidores, que admiram os “registros de uma vida cheia de felicidade, amor e petiscos”, como descreve a página.

Adestrado, Shelby só tem ‘cara de mau’, conta Amanda (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

CONVIVÊNCIA

Com quase 20 anos de experiência na área de gestão de serviços terceirizados e assessoria para condomínios, Andreia Mascarin acredita que a pactuação clara entre os condôminos – geralmente através de um regimento –, aliada ao bom senso, garante a harmonia.

“A presença de animais em condomínios tem se tornado cada vez maior. Para não gerar desconfortos e causar desentendimento entre os moradores, é importante o uso de coleira, a limpeza em áreas compartilhadas e o conhecimento dos direitos e deveres”, alerta.

Os cuidados também devem ocorrer dentro do apartamento ou casa. “O morador precisa manter o lugar do seu Pet sempre limpo, para não gerar desconforto entre os vizinhos. O adestramento pode ajudar muito para que haja um bom convívio”, alerta.

Quem tem um animalzinho de estimação tem um motivo a mais para participar de assembleias. É lá que poderão ser dadas sugestões, referentes ao assunto, para tornar a convivência ainda melhor.

Vida com o cão em apartamento segue regras de conduta (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Carlos Rodrigues

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