Em meio a um embate sobre a exploração de petróleo na chamada margem equatorial brasileira, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) uma expedição científica para pesquisar a região, que vai do litoral do Rio Grande do Norte até o Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa.
O objetivo principal, diz a estatal, é aprofundar estudos sobre a geologia marinha da região, “a nova e mais promissora fronteira exploratória em água profundas”, para subsidiar futuros programas ambientais na área.
A exploração de petróleo na margem equatorial enfrenta resistência da área ambiental do governo, que já negou licenças para a perfuração de poços no Amapá e no Maranhão. O setor de petróleo defende que a atividade é fundamental para manter a produção de petróleo brasileira após o esgotamento do pré-sal.
O bloco 59 da bacia Foz do Amazonas é o principal alvo da Petrobras na margem equatorial.
Esta é a segunda expedição da estatal na margem equatorial. O trabalho conta com 28 cientistas de 12 universidades e instituições de pesquisa, 10 delas da região nordeste. Foi iniciado no sábado (30), com o uso do navio de pesquisa Vital de Oliveira, da Marinha.
“Vamos intensificar os estudos [sobre a região] e atualizar dados”, disse, em nota, o presidente da estatal, Jean Paul Prates. “Futuramente aplicaremos tecnologias que foram usadas na bacia de Santos, como inteligência artificial, drones e sensoriamento remoto para produzir conhecimento desse ambiente.”
“Grande parte do conhecimento que temos hoje sobre os ecossistemas marinhos das bacias de Campos e de Santos foram viabilizados pela Petrobras”, completou o diretor de engenharia, tecnologia e inovação da Petrobras, Carlos Travassos. “Queremos fazer o mesmo na margem equatorial.”
Os estudos compreendem a coleta de materiais entre 130 e 800 metros de profundidade, a cerca de 150 quilômetros da costa, na porção marítima do Amapá.
Segundo a Petrobras, o navio Vital de Oliveira é capaz de mapear dados da atmosfera, oceano, solo e subsolo marinhos e já realizou 85 viagens na costa brasileira. Tem capacidade para até 90 militares e 40 pesquisadores.
No início deste ano, a Petrobras perfurou seu primeiro poço exploratório na margem equatorial após negativa da licença para operação no Amapá. O poço foi perfurado no litoral do Rio Grande do Norte, área em que a atividade petrolífera é mais consolidada.
Em janeiro, a empresa informou que encontrou indícios de petróleo nesse poço, mas que ainda não era possível atestar a viabilidade da produção. Um novo poço seria perfurado na área para aprofundar os estudos.
Nesta segunda, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender a exploração de petróleo na região.
“O Brasil precisa conhecer as suas potencialidades e, caso as reservas de petróleo e gás natural no Amapá sejam confirmadas, definir a utilização desses recursos para proteger a floresta Amazônica e financiar a transição energética. Sem saber o que temos, não podemos fazer nada”, afirmou.
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