Brasil e Mundo

Petrobras diz que Cunha “enriqueceu ilegalmente”

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Petrobras pediu para ser assistente de acusação em uma das ações penais que tramitam na Corte contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No documento, os advogados da empresa alegam que o deputado “enriqueceu ilegalmente” com valores vindos da empresa e lembram o caso relatado na denúncia feita ao STF.

“ (…) mantém-se incólume o encadeamento narrativo e probatório indiciário que evidenciam que o primeiro denunciado [Cunha], com o auxílio pontual, porém decisivo, da segunda denunciada [Solange Almeida], locupletou-se [enriqueceu] ilegalmente de pelo menos US$ 5.000.000,00 (cinco milhões de dólares), oriundos da sangria perpetrada por agentes diretores da requerente [Petrobras] e intermediadores financeiros nos dois contratos dos navios-sondas em questão”, afirmou a Petrobras no documento.

O documento foi enviado à Corte no dia 21 de junho e tornado público apenas esta semana. No texto, a defesa da empresa recordou ainda que o Ministério Público Federal (MPF), ao acrescentar fatos à denúncia que apresentou ao STF, “evidenciou de maneira irrefutável a forma como o  primeiro denunciado [Cunha] locupletou-se [enriqueceu] do esquema de pagamentos de propina com recursos da requerente.”

Segundo a Petrobras, os danos sofridos são de ordem patrimonial e para a defesa, o próprio MPF reconheceu estes danos.

Em março deste ano, os ministros do STF, por unanimidade, decidiram pela abertura de ação penal contra Cunha e a ex-deputada federal e atual prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida.

De acordo com o voto do relator, ministro Teori Zavascki, os ministros entenderam que há indícios de que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras.

“Trata-se de dano direto aos cofres da requerente, à toda evidência vítima de desfalques possibilitados a partir de diversas irregularidades verificadas em auditoria, cujos resultados instruem a presente ação penal. Os autos noticiam que contratações permitiram a criação de expedientes fictícios, que nada mais eram do que formas de pagar propina a agentes da própria requerente, intermediadores financeiros e parlamentares. Não é por outra razão que o Ministério Público reconhece o dano patrimonial sofrido – e moral, frise-se -, ao pleitear indenização mínima, nos termos do artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, em favor da requerente”, acrescentou o documento.

Amanda Brandão

Recent Posts

Futsal de Marília estreia no feminino e joga base neste fim de semana

Arena FAIP recebe cinco partidas com entrada gratuita no fim de semana (Foto: Divulgação) As…

2 horas ago

Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril

Termelétricas não serão ativadas, por enquanto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) A Agência Nacional de Energia…

3 horas ago

PM apreende dois adolescentes com grande quantidade de drogas no Tófolli

Dois adolescentes foram apreendidos em flagrante pela Polícia Militar na madrugada deste sábado (28), suspeitos…

3 horas ago

Homem é preso por ameaçar ex e descumprir medida protetiva em Marília

Um homem de 38 anos foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (27) após…

3 horas ago

Irmãos são presos por tráfico de drogas após ação da Polícia Civil em Marília

Entorpecentes apreendidos pela Polícia Civil com irmãos (Foto: Divulgação/Polícia Civil) Dois irmãos, de 23 e…

3 horas ago

Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

Apresentação do relatório na Comissão (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O relatório final da Comissão Parlamentar…

3 horas ago

This website uses cookies.