Marília

Pesquisa Epicovid recomeça em Marília neste domingo

Pesquisadora em campo, na primeira fase do estudo em Marília (Foto: Divulgação)

Começa neste domingo (21) em Marília e mais 132 cidades do Brasil, a terceira etapa da pesquisa Epicovid19-BR, que apura a prevalência do vírus no país. Nas duas etapas anteriores os pesquisadores não colheram nenhuma amostra positiva no município.

O estudo é feito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com financiamento do Ministério da Saúde e Execução do Ibope Inteligência.

A meta é realizar mais 250 testes rápidos e entrevistas em cada cidade, ou seja, 33.250 em todo país. Entre o primeiro e o segundo levantamento, os pesquisadores constaram aumento de 53% na presença do vírus no Brasil, com base na amostragem.

A pesquisa enfrentou já queixas de desorganização. Embora tenha sido financiada pelo órgão governamental, antes do início da primeira etapa não houve comunicação eficiente entre o governo federal e as secretarias municipais de saúde.

O resultado foi alta rejeição da população, inclusive em Marília, impedimento dos pesquisadores atuarem em alguns municípios e até acionamento da polícia, devido a desconfiança dos moradores.

A Universidade envolvida no estudo usou a imprensa para tentar esclarecer inúmeros incidentes pelo país.

Resultados

A primeira fase do estudo entrevistou e testou 229 marilienses, entre os dias 14 e 21 de maio. Em nenhum houve resultado positivo para o novo coronavírus.

Já entre os dias 4 e 7 de junho, a pesquisa teve amostra de 250 marilienses, novamente escolhidos por sorteio. O resultado negativo para todos voltou a se repetir.

“É fundamental que a população aceite participar da pesquisa. Em cada cidade, por exemplo, é preciso realizar pelo menos duzentos testes, para que possamos apresentar estimativas sobre a real dimensão da Covid-19”, disse a epidemiologista Mariângela Freitas da Silveira, que integra a coordenação do estudo.

Como funciona

O estudo inclui a cidade mais populosa de cada uma das 133 sub-regiões definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o território brasileiro.

A seleção das residências e das pessoas que serão entrevistadas e testadas ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.

Para o exame, os pesquisadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, analisando a amostra no kit de teste por aproximadamente 15 minutos.

Enquanto aguarda o resultado, o participante responde a perguntas sobre sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina em relação às medidas de prevenção e isolamento social.

Em caso de resultado positivo, os profissionais comunicam a Vigilância Epidemiológica da localidade.

Carlos Rodrigues

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