A decisão da Justiça de Marília que autorizou o parcelamento dos honorários periciais no processo de reintegração de posse envolvendo o Aeroclube de Marília pode adiar em até nove meses eventuais reformas no aeroporto estadual, atualmente sob concessão da Rede Voa S/A.
A área ocupada pelo aeroclube é considerada estratégica pela concessionária para a ampliação do terminal de passageiros, inaugurado em 1938 e que mantém praticamente a mesma infraestrutura após décadas de gestão estadual.
O juiz da 3ª Vara Cível, Luis Cesar Bertoncini, fixou em R$ 22 mil os honorários do perito judicial e autorizou que o valor seja depositado em nove parcelas mensais pelo aeroclube, entidade sem fins lucrativos que possui gratuidade judiciária deferida nos autos.
A decisão foi proferida no processo de reintegração de posse movido pela concessionária contra o aeroclube. Conforme o despacho, o primeiro depósito deve ser realizado no prazo de cinco dias, com as demais parcelas nos meses seguintes.
O magistrado determinou que o perito inicie os trabalhos imediatamente, sem a necessidade de aguardar o pagamento da sétima parcela, mas condicionou a entrega do laudo pericial à quitação integral do valor.
‘Perrengues’ do aeroporto
Na prática, a medida estende o prazo para a conclusão da perícia, etapa considerada fundamental para o andamento do processo judicial. Sem a definição sobre a posse da área atualmente ocupada pelo aeroclube, a concessionária fica impedida de avançar com projetos de ampliação do terminal de passageiros.
Enquanto o impasse se arrasta, usuários do transporte aéreo em Marília seguem convivendo com limitações estruturais no aeroporto. O espaço interno do terminal é considerado reduzido e, em períodos de manutenção, passageiros já precisaram utilizar banheiro químico instalado do lado de fora do prédio.
Dilema do tombamento
Em fevereiro, a Câmara Municipal aprovou uma lei que declarou o Aeroclube de Marília como patrimônio cultural do município. No entanto, o texto revogou uma norma anterior que havia promovido o tombamento das dependências físicas da entidade. Paralelamente, o município doou uma área externa ao aeroporto, próxima à pista, para a construção de uma nova sede do aeroclube.
Desde novembro de 2025, entretanto, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) analisa um pedido formal de tombamento histórico que envolve o atual terminal de passageiros, a oficina, o aeroclube e o acervo de aeronaves existentes no local.
A Rede Voa S/A assumiu a gestão do aeroporto de Marília em fevereiro de 2022. Desde então, os investimentos no terminal de passageiros foram adiados em diferentes momentos, sempre condicionados à liberação de áreas e à superação de entraves administrativos e judiciais relacionados ao aeroclube.
Jovem residia na cidade de Herculândia (Foto: Divulgação/Redes Sociais) Uma jovem identificada como Tamyris Ferreira,…
Auxílio beneficia dezenas de professores coordenadores que atuam na rede municipal de ensino de Marília…
Nova legislação permite que Educação mantenha efetivo de docentes temporários até fim do ano letivo…
Premiação considera indicadores de transparência ativa e passiva (Foto: Divulgação) A Prefeitura da Estância Turística…
Projeto envolve Unimar, academia e prefeitura em ações sociais (Foto: Divulgação) A Universidade de Marília…
Entrega de uniformes escolares de verão ocorreu nesta sexta-feira (Foto: Divulgação) A Prefeitura de Marília…
This website uses cookies.