Esportes

Pelé e mais ídolos do Santos lamentam morte de Dorval

Ex-companheiros no time do Santos, Pelé e Pepe lamentaram neste domingo a morte do ex-atacante Dorval, aos 86 anos. O trio e mais Mengálvio formaram o chamado “Ataque dos Sonhos” na equipe santista na década de 60.

“Todos que amam futebol acordaram tristes hoje. Meu grande amigo, parceiro e o melhor ponta-direita da história, Dorval, se despediu de nós. O Santos perdeu um herói. O futebol perdeu um gênio. Descanse em paz, meu amigo”, disse Pelé. “Adeus, amigo Macalé! Descansou… Vá em paz. Coração triste demais. Que Deus conforte a sua família”, comentou Pepe.

Atual executivo de futebol do Santos, Edu Dracena também lamentou a morte do ídolo. “Muito triste com a partida do nosso ídolo eterno Dorval, membro do maior ataque de todos os tempos! Obrigado por ter ajudado a construir a história mundialmente conhecida do Santos Futebol Clube. Nós, que jogamos no Clube muitos anos depois, devemos a estes heróis a gratidão de termos herdado um Santos gigante. A luta de cada atleta deve ser, sempre, por honrar o legado de ídolos como o Dorval. Porque ídolos ficam para sempre. Descanse em paz, Dorval.”

Dorval participou das conquistas da Copa Libertadores em 1962 e 1963 e dos Mundiais, nos mesmos anos. Em nível nacional, esteve no time santista campeão brasileiro em 61, 62, 63, 64 e 65 e campeão paulista em 58, 60, 61, 62, 64 e 65. No total, o ex-atacante somou 612 jogos com a camisa do Santos. É o quinto mais jogos entre todos os jogadores da história do clube. Ele também se destacou balançando as redes. Com seus 194 gols, é o sexto maior artilheiro da história do clube.

Antes de chegar ao time da Vila, Dorval viu seu futebol ser renegado em equipes como Grêmio, Corinthians e Flamengo, porque já havia jogadores na posição. Estreou pelo Santos no dia 7 de setembro, contra o Corinthians de Santo André, na mesma partida em que Pelé marcou o primeiro gol com a camisa santista. Na década seguinte, se firmou como titular na equipe do técnico Lula.

Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira. Foram 13 partidas, entre 1959 e 1963. Dorval ainda defendeu as cores do Juventus-SP, Racing, da Argentina, Athletico-PR, Valencia, da Venezuela, e do SAAD-SP, onde encerrou a carreira em 1972.

Em 2016, Dorval foi um dos ex-jogadores do Santos a entrar para a calçada da fama do Museu Pelé, ao lado de Mengálvio, Coutinho, Pepe, Lima, Juary e Léo. No ano seguinte, a homenagem foi em outro lugar. No aniversário de 105 anos do Santos, em 2017, o ex-atacante e os antigos parceiros de ataque do Ataque dos Sonhos foram prestigiados pelo clube e também gravaram os seus pés no Memorial de Conquistas da Vila Belmiro.

Agência Estado

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