Brasil e Mundo

Pedidos de prisão de cúpula do PMDB afetam impeachment

Os pedidos de prisão de caciques do PMDB feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) trouxeram grande preocupação ao Palácio do Planalto. A avaliação de interlocutores do presidente em exercício Michel Temer é de que o episódio pode atingir a governabilidade, com o atraso de votações importantes, principalmente das medidas econômicas que já estão no Congresso e as que ainda serão enviadas em breve.

Eles lembram que, além do recesso parlamentar em julho, em agosto as atenções estarão voltadas para os Jogos Olímpicos e as eleições, em seguida. Há preocupação também sobre o impacto dos pedidos no processo de impeachment de Dilma Rousseff, embora o Planalto diga que há convicção de que o número de votos que garantirá o afastamento definitivo da petista está consolidado.

Apesar do discurso, o fato de os peemedebistas que estão na mira da Procuradoria serem importantes caciques do partido também preocupa o governo, porque pode haver uma vinculação automática deles à imagem de Temer, o que desfavoreceria ele no impeachment.

O Planalto acompanhou a mobilização na terça (7) dos senadores petistas que contavam com os pedidos de prisão para ajudar a agravar a instabilidade do governo Temer e a reverter votos de senadores indecisos na votação do impeachment.

A estratégia do presidente em exercício foi a de tentar se distanciar da crise, cumprir a agenda normalmente e tentar considerar o problema como algo restrito ao Congresso e ao STF. Interlocutores salientaram que a possível saída do presidente do Senado, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá e de Eduardo Cunha, do cenário político possa desarticular o “plano Temer”.

Para tentar deixar o presidente distante da crise, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) evitaram falar sobre o tema. Ao deixar a reunião com líderes da Câmara, Geddel afirmou que os pedidos não causavam “nenhum constrangimento”.

Padilha agiu de forma semelhante. “Em um outro momento, talvez (comente os pedidos). Agora, aqui, Olimpíada. Só quem pode responder é o dr. Janot, ele sabe porque fez, o que fez, o que escreveu e o que pediu. Eu não sei nada”, disse o ministro da Casa Civil.

Fonte: IG

Amanda Brandão

Recent Posts

Adolescente é flagrado pela Dise com mais de 800 porções de drogas

Drogas e dinheiro encontrados com o menor, no bairro da zona sul (Foto: Divulgação) Um…

2 minutos ago

Plantio de árvores marca ação do Abril Verde na UPA norte do HBU

Iniciativa ocorreu durante o mês dedicado à conscientização sobre segurança no trabalho (Foto: Divulgação) A…

5 horas ago

Pituco coloca Marília na disputa de prêmio nacional de quadrinhos

A obra independente “Pituco nº 1: Aurora Esmeralda (Mustache Comics)” está concorrendo ao Troféu Angelo…

5 horas ago

Corrente solidária tenta trazer corpo de mariliense morto no Paraná

Wesley não resistiu aos ferimentos após acidente de moto em Curitiba (Foto: Arquivo Pessoal) A…

16 horas ago

Empresário morre após moto atingir carreta em rodovia da região

Empresário e passageira retornavam de encontro de motociclistas (Foto: Divulgação) Um grave acidente na rodovia…

19 horas ago

Idoso de 90 anos, vítima de acidente com bicicleta, morre no HBU em Marília

Um produtor rural aposentado, de 90 anos, morreu no Hospital Beneficente Unimar (HBU), em Marília,…

19 horas ago

This website uses cookies.