Marília

Pedido para adiar Plano de Carreira tem assinatura de dez vereadores

“Requerimento dos dez”, que pede adiamento da votação do Plano de Carreira (Foto: Reprodução/MN)

Com dez assinaturas, entre os treze vereadores de Marília, um documento que pede a retirada do projeto de Plano de Carreira, Cargos e Salários dos servidores municipais foi protocolado na Câmara de Marília nesta sexta-feira (27). A justificativa é a frustração de receitas da Prefeitura, após a calamidade pública instalada pelo risco da disseminação do coronavírus.

Apenas os vereadores Cícero do Ceasa (PV), que é ligado a movimentos sindicais, e a vereadora Professora Daniela (PR), servidora de carreira do município, não assinaram. O presidente, Marcos Rezende (PSD) é o destinatário do requerimento.

“Reforçamos que os vereadores são favoráveis ao Plano de Carreira dos Servidores Municipais, mas o momento atual é absolutamente inadequado e inoportuno. Assim, defendemos que o projeto deva ser adiado e votado após o ciclo de pandemia do Covid-19 (…)”, diz trecho do documento.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília (Sindimmar), José Paulino, lamentou o possível adiamento e comentou a frustração de expectativas, pela segunda vez, em três anos.

“A maioria dos servidores estava na expectativa desse plano, que contempla uma parte dos trabalhadores. Tinha uma parte que não estava satisfeita, mas estava para ser implantado. Ficamos desanimados com a suspensão”, disse Paulino.

O sindicalista diz ainda que aguarda que essa, ou outra proposta, possa ser implantada. “Nós tínhamos um plano aprovado, mas foi revogado com a promessa de ser apresentado outro em 90 dias. Passaram-se três anos, agora chegou em período pré-eleitoral”, reclamou o presidente.

Entenda

O projeto inicialmente apresentado à Câmara, a que se refere o sindicalista, foi enviado pelo ex-prefeito Vinícius Camarinha (PSB), após derrota nas eleições municipais de 2016.

A proposta, embora tenha sido aprovada pelo Legislativo, acabou revogada pela Casa poucos meses depois, acolhendo argumentação do prefeito Daniel Alonso de a proposta era “inexequível” e foi apresentada pelo ex-prefeito para “tumultuar a gestão fiscal” do município.

Daniel não cumpriu a promessa dos 90 dias. O novo projeto, após três anos, coincidiu com a maior crise de saúde pública da história do país, com reflexos econômicos desastrosos. A matéria já tem texto substitutivo, propondo que, em caso de aprovação, tenha vigência somente em 2021.

Carlos Rodrigues

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