Variedades

Paulo Ricardo vence ação e guitarrista é proibido de usar nome do RPM em shows

A Justiça de São Paulo proibiu Fernando Deluqui, guitarrista da banda RPM, de usar o nome do grupo em apresentações musicais.

A decisão é uma resposta a uma ação movida por Paulo Ricardo, ex-vocalista da banda. No processo, ele argumenta que Deluqui estaria usando o nome do RPM de forma indevida para promover shows, eventos e lançamentos de músicas e álbuns.

Segundo ele, isso causaria confusão no público na medida em que as pessoas poderiam achar que se trata de um show com a formação original do grupo.

Na decisão, a juíza Luciana Novakoski Ferreira considerou que não é razoável que apenas um titular pretenda usar a marca quando outro titular se opõe a isso. Da formação original do RPM, apenas Deluqui e Paulo Ricardo estão vivos.

O tecladista Luiz Schiavon morreu no ano passado, enquanto o baterista Paulo Pagni morreu em 2019.
“A banda atual está absolutamente desfigurada”, escreveu a juíza. “Isso implica clara desvalorização da marca, o que faz com que aquele que se opõe a isso tenha razão nessa oposição.”

De 1984 a 1987, o RPM lançou um álbum de estúdio, “Revoluções por Minuto”, e outro ao vivo, o “Rádio Pirata”, com números de venda do nível de Roberto Carlos e turnês abarrotadas pelo Brasil.

Além do sucesso estrondoso, que fez do RPM uma das bandas que mais venderam discos da música brasileira nos anos 1980, a história do grupo também é de brigas e disputas na Justiça.

Em 2022, a Justiça proibiu Paulo Ricardo de usar o nome do grupo comercialmente e também de gravar as músicas do RPM, além de pagar uma multa de R$ 112 mil, após processo movido pelos outros integrantes em 2017.

O motivo do embate foi um contrato assinado em 2007, em que todos os envolvidos se comprometiam a não explorar individualmente o nome da banda.

Paulo Ricardo, que ficou encarregado de registrar a marca como propriedade dos quatro, segundo os outros integrantes, teria registrado apenas em seu nome. Em 2020, o vocalista havia conseguido na Justiça o direito de relançar os maiores sucessos do grupo, mas acabou impedido pela decisão do ano seguinte.

Folhapress

Recent Posts

Custódia compartilhada de animais nos casos de dissolução de casamento ou de união estável

Fabiano Del Masso é mestre e doutor em Direito, professor da Unimar e graduando de…

1 hora ago

Cursos gratuitos de qualificação profissional são oferecidos em Marília

A Bracell abriu inscrições para dois cursos gratuitos de qualificação profissional no distrito de Rosália,…

1 hora ago

Maio Amarelo começa em Marília com ações educativas e projeto para alunos

Proposta é reforçar, de forma lúdica, comportamentos seguros no trânsito (Foto: Divulgação) A Prefeitura de…

1 hora ago

Avenida Vicente Ferreira é interditada para obras em galeria pluvial em Marília

A Prefeitura de Marília informou que a Avenida Vicente Ferreira, no cruzamento com a Rua…

1 hora ago

Sesi Marília recebe Mostra Internacional do Cinema Negro com sessões gratuitas em maio

Pegadas da Floresta, dirigido por Vladimir Seixas, está na grade (Foto: Divulgação) O Serviço Social…

1 hora ago

Unimar abre inscrições para quatro especializações em estética com início em maio

Busca por profissionais qualificados tem aumentado (Foto: Divulgação) A Universidade de Marília (Unimar) abriu inscrições…

1 hora ago

This website uses cookies.