O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira (24) a implantação de duas casas terapêuticas em Marília, voltadas ao tratamento de pessoas com dependência de álcool e outras drogas. Segundo o governo estadual, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 4,5 milhões e atende a solicitações da deputada estadual Dani Alonso (PL), do deputado federal Capitão Augusto (PL) e do vereador Wilson Damasceno (PL).
De acordo com o governo, o pedido foi apresentado em 2023, quando Damasceno ocupava o cargo de secretário municipal de Assistência Social na gestão do prefeito Daniel Alonso (Republicanos).
Em nota conjunta, os parlamentares afirmaram que “muitas famílias sabem a dor que o vício em drogas e no álcool causa. É um sofrimento silencioso que atinge dentro de casa, afeta os pais, mães, filhos e, muitas vezes, a família já nem sabe mais como ajudar quem tanto ama. Mas quando existe apoio, cuidados, tratamento, existe esperança para recomeçar.”
A deputada Dani Alonso declarou que a iniciativa surgiu a partir de demanda apresentada por Damasceno. “Essa é uma bandeira que nosso delegado Damasceno sempre defendeu com muita força e nós abraçamos essa causa, eu e o nosso deputado federal Capitão Augusto”, afirmou. Sobre o atendimento do pedido, acrescentou: “nosso governador Tarcísio é uma pessoa extremamente sensível, preocupado e empenhado em levar dignidade e cuidado às pessoas, e atendeu ao nosso pedido.”
O público-alvo das unidades, segundo o governo estadual, será composto por pessoas maiores de 18 anos, com dependência de álcool e outras drogas e em situação de vulnerabilidade, incluindo moradores de rua.
Damasceno destacou a relevância da iniciativa. “É muito significativo que neste ano o tema da Campanha da Fraternidade seja sobre moradia, pois as Casa terapêuticas vão acolher pessoas em situação de rua, com problemas relacionados ao uso do álcool e outras drogas. Muito obrigado Dani Alonso, Capitão Augusto e governador Tarcísio”, afirmou.
Conforme o governo, o programa terá modelo de acolhimento residencial, com equipe formada por psicólogos, assistentes sociais, socioeducadores e nutricionistas. O atendimento será dividido em quatro etapas — acolher, despertar, transformar e caminhar — e poderá durar até dois anos.
Durante o período, os acolhidos terão acesso a terapias individuais, atividades socioeducativas e ações voltadas à reinserção social, como retorno aos estudos e ao mercado de trabalho. Após a conclusão, haverá acompanhamento técnico para prevenção de recaídas, segundo o governo estadual.
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