“Que ninguém tome a religião como pretexto para as próprias ações, contrárias à dignidade do homem e aos seus direitos fundamentais, principalmente a vida e a liberdade religiosa de todos”, acrescentou o papa, que deve passar 11 horas em Tirana.
De acordo com o pontífice, o que acontece na Albânia demonstra que a convivência pacífica e frutífera entre pessoas e comunidades que pertencem a religiões distintas não só é desejável, mas também possível e realizável de modo concreto. Para ele, este é um “bem precioso”, que “adquire relevância especial em um tempo em que grupos extremistas desvirtuam o autêntico sentido religioso”.
Francisco lembrou os católicos que foram assassinados durante o período comunista na Albânia, um país que, segundo ele, “depois do inverno de isolamento e perseguições, chegou, por fim, à primavera da liberdade”, com eleições livres e novas estruturas institucionais. Ele ressaltou, porém, agora surgem novos desafios que necessitam de respostas e, “em um mundo que tende à globalização econômica e cultural, é preciso esforçar-se para que o crescimento e o desenvolvimento estejam à disposição de todos, e não só de uma parte da população.”
“O desenvolvimento não será autêntico se não é também sustentável, se não leva em conta os direitos dos pobres, nem respeita o ambiente”, reforçou Francisco.
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