Reprodução Facebook
A página do Facebook Arrumando Letras está fazendo sucesso com suas correções: letras que evidenciam abuso ou violência contra a mulher e ciúme excessivo são riscadas e substituídas por frases não-machistas. A ideia de criar a página surgiu após uma conversa entre amigas.
“Eu divido apartamento com outras duas amigas de infância e nós estávamos conversando sobre como o machismo está presente no cotidiano, mas nem sempre enxergamos. Eu falei sobre as letras das músicas que a gente fica cantarolando por aí e não percebe, e deu nisso. Depois de alguns dias, eu postei duas letras de músicas ‘corrigidas’ no meu perfil do Facebook.”, disse a criadora, Camila Queiroz, em entrevista ao E+.
Pouco depois, ela postou uma dessas letras num grupo de humor do qual participa. Lá, a postagem viralizou com mais de 2 mil likes. “Várias pessoas comentaram que queriam compartilhar isso, mas, como o grupo era privado, não era possível. Resolvi criar uma página no Facebook”, relembrou.
A repercussão foi imediata. A página foi criada no dia 24 de março e já coleciona mais de 195 mil curtidas.”Eu acreditava que teria umas mil curtidas, apostando muito alto, por causa das pessoas desse grupo e mais alguns amigos pessoais que eu havia convidado para curtirem a página. No dia seguinte, eu estava viajando e meu namorado me ligou contando que a página tinha batido 140 mil curtidas!”, comentou.
Camila acredita que as músicas “são um reflexo da nossa sociedade” e que frases abusivas e machistas geralmente não são percebidas porque “certas atitudes já estão muito enraizadas” na consciência das pessoas. “Por exemplo, tem uma música que fala de um relacionamento abusivo, com ciúme excessivo, um cara que não sai de cima da mulher, as pessoas tratam isso como algo romântico e não como um problema”, comenta. Nas legendas das imagens, a página ainda incentiva denúncias em casos de violência e abuso.
Entretanto, a criadora deixa claro que não tem a intenção de ofender ninguém em sua página. “Eu não aponto defeito no artista, não falo que o artista ou que quem ouve é machista, é a letra que eu corrijo. O mundo seria perfeito se a gente não precisasse corrigir letra nenhuma, mas não é. Se eu pudesse mudar alguma coisa, se surtir algum efeito no mundo da música, vai ser ótimo”, completa.
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