João Carlos Espinoza, de 59 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (15) no Hospital das Clínicas de Marília onde estava internado desde fevereiro, quando foi vítima de atropelamento na rua 4 de Abril, no centro da cidade.
De acordo com o registro policial, o óbito aconteceu depois de acabar um medicamento que vinha controlando a pressão sanguínea do paciente. A informação foi dada pelo irmão de Espinoza, um porteiro de 58 anos, que esteve no plantão policial.
Ele disse que a vítima havia sofrido muitos ferimentos no atropelamento, ficou tetraplégica e enquanto estava internada teve o quadro agravado por uma bactéria.
Segundo a testemunha, a pressão sanguínea de Espinoza estava frequentemente baixa, o que exigia a aplicação do medicamento “noradrenalina” na veia a cada duas horas. Quando era necessária aplicação de outra dose, um aparelho emitia um som.
O barulho indicando que o remédio estava acabando teria sido ouvido pelo irmão da vítima. Ele diz ter “comunicado uma auxiliar de enfermagem que disse que já tinha solicitado o medicamento no almoxarifado”.
“Acontece que o medicamento acabou e a pressão da vítima João Carlos baixou e o batimento cardíaco reduziu até o óbito”, consta no boletim de ocorrência.
No registro policial não fica claro se o medicamento havia acabado nos estoques do HC ou o problema foi a demora na aplicação de mais uma dose.
Outro lado
O HC foi procurado pela reportagem do Marília Notícia para comentar o assunto, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. O espaço está aberto para manifestação.
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