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Orca carrega filhote morto há mais de duas semanas e preocupa cientistas

Orca carrega filhote morto há mais de duas semanas e preocupa cientistas. (Foto: Divulgação)

Uma mãe orca tem causado comoção nos Estados Unidos desde que foi vista carregando seu filhote morto há cerca de duas semanas próximo ao estado de Washington, na costa noroeste dos Estados Unidos. Agora, os cientistas que estão acompanhando o animal e seu bando temem pela saúde do animal.

J35, também conhecida como Tahlequah, perdeu seu filhote poucas horas depois de ter dado à luz no dia 24 de julho. Desolada, a fêmea começou levar o corpo inerte para a superfície e ainda carregá-lo por onde ia. Ela tentou até dar algumas mordidas leves em sua barbatana, como se estivesse tentando acordá-lo.

Ken Balcomb, fundador do Center for Whale Research (CWR), entidade que monitora a população de orcas na região, disse à CNN que tanto a orca mãe quanto sua família sabem exatamente o que está acontecendo. “Eles sabem que o filhote está morto. Eu acredito que seja um processo de luto vivido pela mãe”, afirmou. “Ela não quer deixar ele ir”, acredita.

J35 faz parte da comunidade de orcas residentes do sul, um grupo de animais que vive na porção nordeste do oceano Pacífico entre a costa americana e canadense.

O grupo, no entanto, está sob risco de extinção, já que a pesca predatória e o alto trânsito marítimo na área têm feito a população declinar de forma dramática. Estima-se que o grupo atual tenha 75 indivíduos. Nos últimos anos, no entanto, apenas 25% dos filhotes nascidos sobreviveram.

A própria J35, segundo os cientistas, já perdeu dois filhotes. Talvez por isso, o luto está se prolongando demais – e preocupando os especialistas que acompanham a situação, já que a orca está gastando energia além da conta para levar o corpo do filhote enquanto viaja com a família.

Na página do CWR no Facebook, é possível acompanhar atualizações sobre a situação da orca. Por enquanto, de acordo com a entidade, ela não parece estar em má condição de saúde. Eles acreditam que, como esses animais costumam dividir comida, é possível, embora não tenha sido observado, que outros membros da família estejam oferecendo alimento a ela.

A pesquisadora de orcas Sheila Thornton disse à revista People que retirar o filhote morto seria uma decisão muito difícil que dependeria da condição de saúde da mãe. “A conexão entre esses animais é muito forte e retirar um membro da família poderia ter repercussões sérias”, explicou para a revista. “Eles são animais muito inteligentes, e a perda de um filhote é algo muito profundo”, disse.

A situação também é monitorada pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), órgão responsável por acompanhar a pesca e a preservação das espécies nativas na costa dos Estados de Washington, Oregon, Califórnia e Idaho.

Agência Estado

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