Política

Oposição na Câmara se alia a PGR em críticas a força-tarefa

Partidos da oposição, que costumam criticar a atuação de Augusto Aras e sua proximidade com o presidente Jair Bolsonaro, agora usam as declarações do procurador-geral da República para atacar a Lava Jato. Desde que Aras afirmou, na última terça-feira, que a força-tarefa mantém dados sigilosos, parlamentares de PT e PSOL passaram a pedir que seja investigada a afirmação de que os procuradores de Curitiba mantém dados em sigilo.

Em um evento de advogados, Aras disse que a força-tarefa estaria mantendo um banco de dados próprio, com informações de 38 mil pessoas, fora do alcance da Corregedoria do Ministério Público Federal. Aras também criticou custos para manter o grupo de procuradores e falou em “corrigir rumos para que o lavajatismo não perdure”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) defendeu a investigação de “todas as práticas ilegais, imorais e politicamente dirigidas” por parte da operação Lava Jato. “Os procuradores da Lava Jato não são intocáveis, eles precisam ser investigados. Se a Lava Jato agiu certo e não tem medo dos seus métodos, é só abrir os dados.”

Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defende a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a operação Lava Jato. O pedido ainda não foi feito. “É o procurador-geral da República dizendo que a Lava Jato criou uma milícia judicial, que dispõe de informações sobre 38 mil brasileiros. (…) Essa milícia judicial dispõe de algum respaldo legal para criar um banco de dados para potenciais investigados?”, questiona o deputado, em vídeo publicado em suas redes sociais.

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba repudiou o que chamou de “ataques genéricos” do procurador-geral. “Devem ser refutados os ataques genéricos e infundados às atividades de procuradores da República e as tentativas de interferir no seu trabalho independente, desenvolvido de modo coordenado em diferentes instâncias e instituições.”

Divergência

Nem todos os parlamentares concordam com Aras. Políticos que costumam usar seus mandatos para defender o legado da Lava Jato foram a público nos últimos dias para criticar a postura do procurador-geral. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que é preciso “reagir aos mais fortes ataques do sistema corrupto”. Já o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) lembrou que, na Itália, os investigadores da Operação Mãos Limpas também foram atacados. “É absurdo e vamos fazer de tudo para evitar que isso aconteça aqui”, afirmou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

Mulher é encontrada morta em Marília; polícia investiga feminicídio

Vítima foi encontrada em residência na zona norte; circunstâncias do crime ainda são apuradas.

5 horas ago

Como verificar se você tem dívidas pendentes

Consultar dívidas no Mercado Pago é simples e ajuda no planejamento financeiro.

7 horas ago

Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária

A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram…

9 horas ago

Plataforma oferece escuta em saúde mental para jovens no SUS Digital

A plataforma Pode Falar, que oferece acolhimento, escuta qualificada e orientação em saúde mental para pessoas…

9 horas ago

Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes

Em apenas dois meses e meio, 544 falsos anúncios sobre o programa Desenrola Brasil, do governo…

9 horas ago

MAC ganha prazo extra para recuperar gramado do Abreuzão

Mudança em data de jogo amplia prazo disponível para que o gramado seja recuperado.

10 horas ago

This website uses cookies.