Categories: Brasil e Mundo

Operação da PF e do Ibama ataca fraudes em madeireiras

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 24, a Operação Pátio, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação combate um esquema de fraudes na homologação de depósitos de madeireiras, conhecidos como pátios, para “esquentar” madeira de origem ilegal e manipular o sistema de controle de irregularidades administrativas do Ibama.

Em nota, a PF informou que 70 policiais federais e quatro analistas ambientais do Ibama cumprem 13 mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão, todos expedidos, a pedido da PF, pela 3ª Vara Federal de Bauru (SP), na capital, São Paulo, e nos municípios paulistas de São Bernardo do Campo, Osasco, Tietê e Piracicaba.

As investigações começaram em maio de 2016 na delegacia da PF em Bauru, após o Ibama ter encaminhado à corporação a suspeita sobre o esquema envolvendo um servidor do instituto.

O inquérito policial aponta que o servidor receberia vantagens indevidas para, em conluio com consultores e intermediários que atuam junto a empresas do ramo madeireiro, praticar atos relacionados à aprovação de pátios de empresas madeireiras pelo Ibama, no sistema denominado SISDOF, para burlar a fiscalização

“Há indício da homologação de “pátios” fictícios, utilizados somente para as atividades do grupo investigado. Até o momento, cerca de 8 mil m3 de créditos em madeira fictícios foram gerados pelo servidor. O volume corresponde a 325 caminhões carregados com madeira”, diz a nota da PF.

“Os créditos são um meio para que o Estado contabilize os produtos florestais produzidos e comercializados pelas empresas autorizadas. Agora, com a análise do material apreendido no âmbito policial e do início de auditorias do Ibama junto aos envolvidos, será possível verificar a extensão dos prejuízos ao erário público e ao meio ambiente.”

O inquérito policial tramitará junto à delegacia de Polícia Federal de Bauru e a 3ª Vara Federal naquela cidade, onde se iniciaram as investigações.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação oficiais, corrupção passiva, corrupção ativa e violação de sigilo de dados, todos previstos no Código Penal, com punição de 1 a 12 anos de prisão, sem prejuízo dos decorrentes crimes ambientais (Lei 9.605/98).

Agência Estado

Recent Posts

Artilheiros históricos da Copa do Mundo e os recordes ainda em aberto em 2026

Fonte: Unsplash Miroslav Klose marcou seu 16º gol em Copa do Mundo em julho de 2014,…

4 horas ago

Depois de quase 80 dias, sobreviventes da tragédia da BR-153 recebem alta

Irmãos Carlos, Rafael e Gabriel são sobreviventes da tragédia na BR-153, ocorrida em fevereiro (Foto:…

6 horas ago

Busca por condomínios com lazer e segurança cresce e muda perfil urbano

Terras de Santana atende procura por condomínios horizontais em Marília (Foto: Divulgação) Famílias brasileiras têm…

7 horas ago

Prefeitura propõe reajuste no Bolsa Atleta e aumento do teto em Marília

A Prefeitura de Marília encaminhou à Câmara Municipal o projeto de lei 87/2026, que propõe…

8 horas ago

Motorista morre após passar mal ao volante e invadir a contramão na SP-294

Passageira tentou intervir e acabou puxando bruscamente o volante, segundo órgão de trânsito (Foto: CCM…

9 horas ago

Vazamento de amônia em cervejaria obriga evacuação e interdita quatro quarteirões

Amplo trecho precisou ser interditado (Foto: AssisCity) Um vazamento de amônia mobilizou equipes de emergência…

9 horas ago

This website uses cookies.