Tecnologia

OnlyFans volta atrás e decide permitir conteúdo sexual

O OnlyFans anunciou nesta quarta-feira (25) que irá suspender o banimento à pornografia, anunciado na semana passada por pressão do mercado financeiro, que não queria ser associado aos conteúdos de nudez explícita que dão fama à plataforma de monetização de conteúdo exclusivo entre fãs e criadores.

“Nós garantimos os meios necessários para dar suporte à nossa comunidade de criadores de conteúdo e suspendemos a política planejada para entrar em vigor a partir de 1.º de outubro”, afirmou a empresa britânica em comunicado no Twitter.

O OnlyFans não explicitou o que fez a companhia voltar atrás da decisão e informa que mais detalhes serão dados em breve.

Nesta semana, o fundador e atual presidente executivo da companhia, Tim Stokely, atribuiu a decisão à pressão dos bancos, insinuando que a plataforma “absolutamente” aceitaria de volta a pornografia, caso o mercado financeiro permitisse.

O OnlyFans permite que fãs paguem a criadores por conteúdo. Nesse sistema, cartões de crédito e instituições financeiras fazem o repasse das quantias, garantindo que as operações sejam feitas de forma segura — justamente o que torna o OnlyFans mais seguro do que concorrentes.

Versão ‘light’

O OnlyFans anunciou no início da semana passada o lançamento de um aplicativo ‘light’ para iOS, Android e outras plataformas — até então, a plataforma podia ser acessada apenas por navegadores da internet, já que o conteúdo explícito impedia que o app fosse aceito nessas lojas.

No app, chamado de OFTV, celebridades da plataforma, como Mia Khalifa, Bella Thorne e Tyler Posey, entre outras, criam vídeos gratuitos sobre assuntos diversos, como comédia, gastronomia, fitness e bem-estar. Segundo a empresa, o objetivo do aplicativo é atrair novos usuários.

A estratégia de popularização do OnlyFans, que possui 150 milhões de usuários cadastrados e 2 milhões de criadores, acontece em um momento em que a plataforma ganhou força durante a pandemia de covid-19, chegando a ser conhecida como o “Uber da pornografia” — isto é, os criadores podiam ter uma fonte de renda ao produzir conteúdo próprio, tirando diversas celebridades de estúdios de conteúdo adulto que estiveram de portas fechadas durante 2020.

Ao mesmo tempo, gigantes do Vale do Silício perceberam o potencial de remuneração de conteúdo a influenciadores. Neste ano, YouTube, Twitter e Instagram desenvolvem soluções para permitir que fãs engajem via gorjetas com seus criadores favoritos, enchendo um mercado que já conta com nomes como Patreon e Substack.

Agência Estado

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