Categories: Brasil e Mundo

ONG quer recolher assinaturas para teste do pezinho ampliado no SUS

O Instituto Vidas Raras começou uma campanha para arrecadar um milhão de assinaturas para propor um projeto de lei no Congresso Nacional com o objetivo de estender a identificação de doenças raras por meio do teste do pezinho na rede pública de saúde.

A petição, que visa a incluir a versão ampliada do exame no Sistema Único de Saúde (SUS), está disponível na internet (https://pezinhonofuturo.com.br/).

Hoje o SUS oferece o exame que identifica apenas seis doenças. A proposta da ONG é que o serviço seja ampliado, com possibilidade de rastrear até 53 tipos de doenças raras.

O Distrito Federal ampliou o teste do pezinho para 30 doenças e conseguiu reduzir a taxa de mortalidade infantil após disponibilizar o exame na rede pública. “Queremos motivar a sociedade nesta corrente do bem. Trabalhamos por uma causa nobre: salvar vidas de nossas crianças”, diz Regina Próspero, vice-presidente do Instituto Vidas Raras. Ela teve dois filhos com uma doença rara e um deles morreu. O segundo sobreviveu com graves sequelas.

Atualmente, o teste do pezinho ampliado só é disponibilizado na rede particular e o custo pode chegar até R$ 1 mil, a depender da região e do laboratório onde é realizado.

Para participar da petição, basta assinar pela internet. A pessoa também pode se tornar embaixador desta causa. Para isso, é só baixar o aplicativo Corrente do Futuro (disponível para IOS e Android). Feita a adesão, aquele que quer ser um embaixador tem o papel de disseminar a petição em sua rede de contatos. Seu nome entrará num ranking que indicará sua posição de acordo com os apoiadores que conseguir conquistar para essa iniciativa.

Personalidades e artistas como Bella Falconi, Sabrina Sato, Luiza Possi e Sabrina Petraglia já aderiram a esta campanha.

Como é feito o teste

O exame deve ser feito entre o segundo e quinto dia de vida do bebê. O sangue é colhido do calcanhar da criança (região com grande irrigação sanguínea) por meio de um papel filtro próprio para o procedimento.

Os médicos garantem que o exame é indolor para o bebê e determinante para a triagem neonatal diagnosticando até 53 doenças raras que podem causar sequelas irreversíveis caso não sejam tratadas com urgência. Essas doenças são genéticas e hereditárias. Não há cura, apenas tratamentos que amenizam as sequelas e garantem uma melhor qualidade de vida para quem convive com a enfermidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para ser considerada doença rara, a patologia deve atingir uma a cada 65 mil pessoas. No Brasil 13 milhões de pessoas convivem com alguma doença rara, sendo 75% delas crianças.

Agência Estado

Recent Posts

Prefeitura amplia atendimento a autistas com investimento de R$ 1,8 milhão

Ampliação do convênio com a Clínica TEAconchego foi autorizada nesta quinta-feira (Foto: Divulgação) A Prefeitura…

20 horas ago

Cidade recebe prêmio estadual por destaque em políticas públicas no esporte

Premiação reconhece municípios que investem em programas e ações voltadas ao esporte, lazer e inclusão…

21 horas ago

Acordo entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor após 26 anos

Acordo passa a valer 26 após início das negociações (Foto: União Europeia/Mercosul) Após 26 anos…

21 horas ago

Marília leva aulas de xadrez a alunos da rede municipal de ensino

Projeto piloto começou na última semana (Foto: Christian Cabrini) A Prefeitura de Marília iniciou a…

21 horas ago

Tempestades em PE deixam quatro mortos e mais de mil desalojados

Bombeiros resgatam vítimas em Pernambuco (Foto: Divulgação/Defesa Civil-PE) Quatro pessoas morreram em decorrência das tempestades…

21 horas ago

Bombeiros fazem última vistoria em estruturas para show de Shakira

Palco receberá show da Shakira no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) O Corpo…

21 horas ago

This website uses cookies.