Regional

ONG e PM fazem ação contra maus-tratos em Garça

ONG e PM fizeram ação (Foto: Divulgação)

A ONG Spaddes com o apoio da Polícia Militar atendeu algumas denúncias de maus-tratos no bairro Labienópolis, em Garça (distante 35 quilômetros de Marília), nesta quarta-feira (1º).

Durante a fiscalização em uma residência, os voluntários e policiais encontraram um animal morto dentro de uma casinha. Segundo informações obtidas pela entidade, o cachorro já estava sem vida há dias.

No local havia mais duas cachorras, uma fêmea filhote e uma já adulta. Os animais não tinham alimentação disponível, tanto na área externa da casa como dentro do imóvel. O local estava lotado de fezes.

Questionada, a tutora disse que os animais eram alimentados e que a ração ficava na casa do pai.

Sobre o animal morto, a mulher afirmou que fazia um dia que ele tinha morrido, o que foi contestado pela veterinária e perícia – que também esteve no local. Laudo apontou que o cachorro tinha morrido há mais de três dias.

A mulher recebeu voz de prisão pelo crime de maus-tratos e foi conduzida à Delegacia. Todas as partes foram ouvidas e o delegado de plantão decidiu registrar o Boletim de Ocorrência para investigação. A tutora foi ouvida e liberada.

As duas cachorras continuaram na residência da mulher e não foram destinadas à ONG.

Ação aconteceu em Garça (Foto: Divulgação)

“Sobre o fato ocorrido em Garça, o diretor da ONG, Gabriel Fernando, deu voz de prisão para a tutora do animal, que foi conduzida até o distrito policial e apresentada para o delegado de plantão. Cabe somente à autoridade policial fazer a lavratura do auto de prisão em flagrante ou decidir que acusado (a) responda o processo em liberdade”, comunica a entidade em nota.

“Em relação aos animais que continuam na casa da investigada, em nenhum momento, a ONG Spaddes recebeu o termo de auto de apreensão/e entrega dos animais ou termo de fiel depositário. Nossa luta pela causa animal continua. Infelizmente nossas leis são muito brandas, mas com essa nova lei sanção – que foi aprovada em setembro de 2020 – já é um avanço para causa animal. Infelizmente, em algumas cidades não está sendo cumprida como deveria”, finaliza nota.

Houve constatação de maus-tratos (Foto: Divulgação) 

Daniela Casale

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