Marília

Ocupação de UTIs Covid cai de 81% para 54% em um ano

A vacinação contra a Covid-19 é apontada como a principal causa do aparente controle da pandemia e queda na ocupação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A taxa na rede pública, em um ano, caiu de 81% para 54% na cidade.

Há outras diferenças, em relação a agosto do ano passado. Após 12 meses, a rede hospitalar se mostra mais robusta para suportar a pandemia.

Em agosto do ano passado, antes do desenvolvimento das vacinas – quando nem se falava em variantes – 81% dos 56 leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis na cidade estavam ocupados.

Havia 45 pessoas internadas em Marília. Se incluída a rede privada, o total subia para 55 doentes necessitando de cuidados intensivos (78% dos leitos disponíveis).

Neste ano, com a vacinação atingido praticamente todos os adultos da cidade – ao menos com uma dose – o cenário é bem diferente.

Mesmo enfrentando número maior de variantes, os hospitais da cidade registraram nesta sexta-feira (20) uma taxa de 54% de ocupação dos leitos de UTI do SUS. Colabora para a queda – ao menos nas estatísticas – o fato da rede estar maior: hoje são 82 vagas no sistema público, somente para tratar sintomáticos graves da Covid-19.

DISTANCIAMENTO

Vale destacar também o efeito do distanciamento social para manter o controle do vírus. Em agosto do ano passado, as atividades não essenciais começavam a experimentar abertura.

Sem vacina, nos meses seguintes o que se viu foi uma propagação acelerada do vírus, que acabou culminando em um início de 2021 trágico, com UTIs lotadas e mortes na fila. Na época, os imunizantes ainda não estavam acessíveis a maioria da população.

Com a vacinação avançando, a flexibilização neste semestre não tem impactado para elevar ocupação das UTIs.

Pelo contrário, a progressão da campanha de imunização tem permitido a reabertura de forma mais sustentada, até aqui, sem retrocessos.

“Defendemos estas duas medidas: o distanciamento social e as vacinas. Pedimos muito para a população que se resguardasse, depois que se vacinasse. Hoje, como temos tantas incertezas em relação às variantes, nosso pedido é que as pessoas fiquem atentas, mantenham os protocolos e tomem a segunda dose quando recomendado”, disse o secretário municipal da Saúde de Marília, Cássio Luiz Pinto Júnior.

Carlos Rodrigues

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