Marília

Obra do esgoto fica ainda mais cara após novo aditivo em contrato

ETEs Pombo e Barbosa foram entregues em 2019 e estão na pré-operação (Foto: Divulgação)

Um novo aditivo no contrato da Prefeitura de Marília com a Replan Saneamento e Obras, para construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) do Pombo e do Barbosa, elevaram em mais R$ 2,6 milhões os gastos com a execução do serviço.

Há menos de uma semana o Marília Notícia revelou que o encarecimento já havia sido de mais de R$ 8 milhões. Até agora são sete aditivos, que vão desde serviços não programados até a prorrogação do prazo de pré-operação.

O novo aditivo, assinado nesta segunda-feira (4), elevou os gastos acima de R$ 10 milhões do que era previsto na assinatura do contrato com a atual gestão municipal. O valor inicial era de R$ 30,7 milhões e o aumento já é de 35% do que havia sido planejado.

As obras das ETEs Pombo e Barbosa foram entregues no ano passado e estão em fase de testes, mas já tratam cerca de 70% do esgoto produzido pelos marilienses.

Mesmo com o encarecimento, interlocutores do prefeito Daniel Alonso (PSDB) argumentam que o gasto é muito inferior do que havia sido previsto nos governos anteriores.

Originalmente, a obra da administração Daniel, incluindo as três ETEs do sistema, foi orçada em R$ 71,6 milhões. Em 2013, no governo de Vinicius Camarinha (PSB), o contrato havia chegado a R$ 106 milhões e não foi concluído.

Vale lembrar que também existe um segundo contrato do governo Daniel, em execução, para construção da ETE Palmital, que vai receber o restante do esgoto produzido na cidade e completar o sistema. Este contrato foi orçado em R$ 40,9 milhões.

No mais recente aditivo das obras das ETEs Pombo e Barbosa não constam detalhes sobre o motivo do encarecimento. Os aditivos número seis e sete ainda não estão disponíveis no portal de contratos da Prefeitura.

Já sobre os demais aditivos, algumas minúcias podem ser conferidas na matéria do MN citada no segundo parágrafo desta matéria, com link para direcionamento.

Em diversas ocasiões o governo Daniel Alonso explicou que, por se tratar de uma obra que estava paralisada desde a gestão anterior, muito do que havia sido feito acabou deteriorado, o que ajuda a justificar o aumento de gastos.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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