O presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, repercutiu nesta terça-feira relatos de que o governo do seu antecessor, o democrata Barack Obama, teria concedido cidadania americana a 2,5 mil iranianos, “inclusive a autoridades de governo”, durante a “terrível” negociação do acordo nuclear com o Irã.
“Quão grande (e ruim) é isso?”, questiona Trump ao fim da mensagem publicada em sua conta no Twitter.
A alegação abordada pelo presidente americano se espalhou ontem pela mídia internacional, que atribui a informação a uma citação feita pela agência de notícias iraniana Fars ao jornal Etemad.
Em 8 de maio, o republicano anunciou que os EUA deixariam unilateralmente o pacto internacional que, na prática, proíbe Teerã de desenvolver armas nucleares. Na ocasião, o presidente americano comunicou também que as sanções econômicas contra o país persa seriam reinstauradas a todo vigor, em um processo que já leva nações que importam petróleo iraniano a iniciar contingências para lidar com a redução da oferta global da commodity.
Contudo, o diretor de planejamento de políticas do Departamento de Estado americano, Brian Hook, revelou ontem que Washington vai considerar “caso a caso” os pedidos de dispensa de sanções econômicas contra o Irã feitas por outros países, em um aceno que pode atenuar o impacto das punições sobre a indústria petrolífera iraniana. (Com informações da Dow Jones Newswires)
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