Marília

Novas regras fazem registros de armas para defesa pessoal caírem em Marília

O número de registro de novas armas de fogo para defesa pessoal em Marília caiu cerca de 66% em Marília durante 2023, em relação ao ano de 2022. Enquanto no último ano do governo Bolsonaro (PL) houve 116 cadastros, no primeiro ano da gestão de Lula (PT), foram 39.

Os dados são da Sistema Nacional de Armas (Sinarm) da Polícia Federal. Ainda de acordo com os registros, 2023 foi o ano com menor número desde 2012. Naquele ano tinham sido cadastradas 27 novas armas de fogo.

De lá para cá houve um crescimento progressivo na média de cadastros. Em 2013 e 2014, a variação ficou em 47. Dentre 2015 e 2018, a média aumentou para 80.

Com a política implantada por Bolsonaro, os registros se mantiveram nos dois primeiros anos de seu governo, com média de 85. O crescimento foi expressivo nos dois últimos anos, quando houve cadastro médio de 116, em 2021 e 2022.

OUTROS DADOS

Dos 39 registros do ano passado, foram 34 de pistolas calibre 9mm, sendo a maioria da fabricante nacional Taurus.

Dentre os outros estão duas espingardas, dois revólveres e uma carabina.

Os dados mostram ainda que apenas uma mulher fez o cadastro. A idade dos cidadãos que mais registraram o armamento é de 53 anos, sendo cinco deles.

NOVA POLÍTICA

Em uma postagem publicada nesta quarta-feira (3) nas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, se manifestou sobre a queda nos registros de armas de fogo por civis e também sobre a diminuição do número de crimes violentos letais intencionais.

Para Dino, essa é uma combinação “muito relevante” para o país.

“Isso prova cientificamente que não é a proliferação irresponsável de armas que enfrenta a criminalidade. E sim polícias equipadas, preparadas tecnicamente, com planejamento adequado. Sem esquecer, claro, o principal para novas e sustentáveis conquistas: políticas de justiça social, a exemplo de escolas de tempo integral”, escreveu.

MAIS RESTRITA

A queda no cadastro de novas armas de fogo por civis ocorre após o Governo Federal ter adotado medidas para tentar desarmar a população e diminuir a violência no país.

Em julho de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reduz o número de armas e munições em posse de civis.

Também foi editado um decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre armas de fogo, munições e aparelhos semelhantes.

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Marcelo Martin

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