O Ministério da Saúde informou que Nelson Teich pediu exoneração na manhã desta sexta-feira, 15. O secretário executivo, general Eduardo Pazuello, assume interinamente.
A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde em nota oficial. O médico havia assumido o ministério no dia 17 de abril, após a saída de Luiz Henrique Mandetta.
Teich afirmou em entrevista coletiva que deu o melhor de si durante a gestão e que “não é simples estar no ministério neste período”. “A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair”, disse.
O agora ex-ministro, no entanto, não explicou os motivos pelos quais decidiu pedir demissão. Ele disse que havia aceitado ser ministro da Saúde porque “queria ajudar o Brasil e as pessoas”. “Não aceitei o convite pelo cargo.”
Nos bastidores a informação é de que um desentendimento com o presidente Bolsonaro, principalmente sobre o protocolo da Cloroquina, foi o estopim para a demissão.
“Não é uma coisa simples estar à frente de um ministério como este num período tão difícil”, disse, em referência à pandemia de covid-19.
Ele fez apenas uma declaração e não respondeu a perguntas de jornalistas. O pronunciamento durou seis minutos.
Teich agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro por “fazer parte” do Ministério da Saúde. “Seria muito ruim na minha carreira não ter tido a oportunidade de atuar no ministério, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Sempre estudei em escola pública, minha faculdade foi pública, fui criado pelo sistema público”, declarou.
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