Polícia

Natural de Bauru, preso por incêndio na penitenciária responde a outros 15 inquéritos

Viaturas da Polícia Penal e da Polícia Militar no HC em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

O detento Leandro Inácio da Silva, de 33 anos, apontado como responsável pelo incêndio que matou sete presos no fim da tarde desta terça-feira (25) na Penitenciária de Marília, é natural de Bauru, onde mantém residência no bairro Pousada Esperança. Ele permanece internado sob escolta após ter sido resgatado da cela durante o fogo. As vítimas eram de diferentes cidades, incluindo dois internos da região, de Lins e Chavantes.

O homem estava preso na Penitenciária de Marília por série de furtos e um roubo de celular. A informação apurada pelo MN é que o autor responde a 15 inquéritos e tem 13 mandados.

O incêndio começou por volta das 16h45, quando Leandro, custodiado no setor de inclusão por indisciplina, ateou fogo em seus próprios pertences, como colchões e roupas. As chamas se alastraram rapidamente e atingiram a cela que abrigava 14 internos, provocando intensa fumaça e pânico.

Nenhum detento conseguiu deixar a cela de imediato, e a fumaça, que se espalhou rapidamente, tornou o resgate extremamente arriscado. Ainda assim, policiais penais iniciaram a retirada dos presos, dois a dois, colocando suas vidas em risco para evitar que o número de vítimas fosse ainda maior.

As vítimas foram: Doildo Diego Pires, natural de Itararé e morador da Vila Jurandir, na mesma cidade; Wallace Ferreira dos Reis, nascido em São Paulo e residente em Itapecerica da Serra; Charles Andrey Souto Silva, de Colorado do Oeste (RO) e morador de Várzea Grande (MT); Wender Felipe Maciel, natural de Chavantes, sem informação registrada sobre o local de moradia atual; Matheus Gregório da Silva, nascido em São Paulo e residente no Jardim Miriam na capital; Caio Vinicius Oliveira, natural de Lins e morador da Vila América na mesma cidade; e Thiago Nascimento de Oliveira, nascido em São Paulo e morador da Vila Clélia, também na capital.

Todos estavam na mesma cela do setor de inclusão no momento do incêndio. Além dos mortos, outros internos, incluindo o próprio Leandro, foram socorridos e encaminhados a hospitais e UPAs da cidade.

A Polícia Civil ratificou a prisão e indiciou Leandro pelos crimes de homicídio e lesão corporal. Na audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (26), a Justiça decretou a prisão preventiva, destacando que o acusado tinha plena consciência do risco extremo ao qual expôs os demais detentos ao atear fogo em objetos altamente combustíveis dentro de uma cela fechada.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Marília.

Alcyr Netto

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