Brasil e Mundo

‘Não sou candidato; tudo a seu tempo’, diz Doria

Repetindo que não é candidato a cargo público em 2018, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), sugeriu que a definição sobre uma eventual candidatura sua em 2018 será tomada no ano que vem.

Em entrevista ao Financial Times, em Nova York, o tucano disse que há um cansaço dos brasileiros em relação à classe política e uma injustiça ao generalizar todos.

“Eu não sou candidato. Eu sou prefeito da cidade de São Paulo e a minha missão, a minha obrigação, é continuar sendo um bom prefeito. E tudo a seu tempo. 18 em 18”, disse Doria na entrevista, que foi transmitida por sua página no Facebook.

Também nos Estados Unidos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), padrinho político de Doria, voltou a falar que está preparado para ser candidato a presidente pelo partido. O prefeito afirmou que no próximo ano os eleitores deverão votar em quem oferece alternativas de gestão na administração pública.

“Eu acredito na retomada do conceito de que é mais importante acreditar em candidatos que possam oferecer alternativas de gestão, de eficiência para a administração pública brasileira”, afirmou o prefeito. Falando sobre seu perfil, o tucano repetiu seu jargão ao dizer que não é político.

Doria destacou que espera a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista em 2017 e que o ano que vem seja “coroado” com a eleição de candidatos que tenham compromissos verdadeiros com o Brasil, “e não ideologicamente inspirados”.

O prefeito reconheceu que há um descontentamento no País com a classe política por causa dos casos de corrupção. “Há um certo cansaço da população em relação à classe política, ainda que injusto ao generalizar”, disse.

Mais uma vez, o tucano criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que não será com o petista que o Brasil vai mudar depois de a imagem do País ter sido “colocada no chão” durante as gestões petistas.

“Mas essa é uma decisão soberana, o povo deve decidir, além da Justiça, já que Luiz Inácio Lula da Silva tem cinco processos que ele está respondendo criminalmente”, declarou.

Ele voltou a culpar os governos de Lula e Dilma Rousseff por “produzir” 14 milhões de desempregados e o maior “assalto ao dinheiro público” na Petrobras. O tucano disse ainda que houve pagamento de políticos e a compra de “juízes, facilidades, luxos, lanchas, automóveis de luxo, apartamentos e obras de artes” com dinheiro da corrupção.

O prefeito afirmou que acredita na valorização de uma política mais liberal no Brasil. Nesse contexto, ele afirmou que as propostas do presidente Michel Temer (PMDB) em reformar a Previdência e as relações trabalhistas não foram bem comunicadas pelo governo, mas que isso foi corrigido na sequência.

“A comunicação não foi bem feita. Agora, sim, está correta e o apoio cresceu. Tenho convicção que podemos aprovar essas duas reformas no Congresso Nacional”, disse.

Agência Estado

Recent Posts

Fim da escala 6×1: estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação

As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado…

2 horas ago

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 115 milhões nesta terça-feira

As seis dezenas do concurso 3.001 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário…

2 horas ago

Eleições 2026: prazo para regularizar pendências termina em uma semana

Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de…

3 horas ago

Dani Alonso e Capitão Augusto acompanham abertura da Agrishow 2026

Deputados com governador Tarcísio, acima, e Flávio Bolsonaro na imagem de baixo (Foto: Divulgação) A…

3 horas ago

Três atletas do MAC estão entre os escolhidos para a seleção da A3

Seleção do Paulista da A3 teve três atletas do Marília escolhidos pelos próprios colegas (Arte:…

3 horas ago

Marília recebe duas ambulâncias do Samu para reforçar atendimento

Veículos foram entregues pelo Governo Federal (Foto: Divulgação) A Prefeitura de Marília recebeu duas novas…

3 horas ago

This website uses cookies.