Marília

Município e Estado concordam sobre a fase laranja

Pela primeira vez, desde o início do Plano São Paulo – vigente em 1º de junho – a Prefeitura de Marília e o governo do Estado de São Paulo concordam sobre a fase de restrições estabelecida para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

A cidade passa, nesta segunda-feira (13), da fase “1 – vermelha” para a “2 – laranja”. Por isso ainda não poderá autorizar o atendimento ao público em bares, restaurantes, lanchonetes, salões de beleza e academias. O comércio geral (lojas) e shoppings poderão abrir por quatro horas diárias.

Para definir a classificação, o Estado de São Paulo calcula indicadores da evolução da pandemia (novos casos e óbitos) e também a estrutura hospitalar disponível.

O Comitê Estadual de Enfrentamento do Coronavírus considera as regiões da Direção Regional de Saúde (DRS), que no caso de Marília é formado por 62 cidades.

Já a Prefeitura – que chegou a obter uma liminar autorizando a dimensionar a reabertura de acordo com indicadores locais – tem apresentado durante as coletivas semanais a situação da cidade, com um olhar sobre os números do município.

Nesta sexta-feira (10), o supervisor da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal da Saúde, Luciano Vilela, disse que os cálculos atualizados, seguindo a métrica do Plano SP, indicam que o município deve ficar na fase laranja.

O prefeito Daniel Alonso (PSDB) voltou a comparar a proliferação do coronavírus no município, desta vez com a média estadual. Segundo ele, São Paulo tem 1.100 casos de Covid-19 confirmados a cada 100 mil habitantes, enquanto o município de Marília tem 215.

Em relação aos óbitos, a média paulista é de 60 pelo mesmo grupo populacional. Marília, tem 6,2 mortes a cada 100 mil moradores.

“É sempre bom lembrar que a gente trabalha com estatística para fazer planejamento. Mas fica o nosso profundo respeito pelas pessoas que perderam um ente querido. Para quem teve a dor de perder um familiar, a perda foi de 100%”, disse Daniel.

O prefeito também lamentou que os restaurantes, academia e salões de beleza tenham que permanecer sem atendimento ao público. Alonso pediu que a população seja solidária, se protegendo do coronavírus para salvar vidas e ajudar o município a melhorar os indicadores para a progressão.

“Estamos fazendo a nossa parte, mas precisamos que cada um faça a sua”, declarou Alonso.

Durante a coletiva, a vigilância epidemiológica apontou ver estabilização do número de novos casos de Covid-19  no município nas últimas três semanas.

Carlos Rodrigues

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