A Justiça concedeu liberdade provisória à atendente de telemarketing de 30 anos presa em flagrante por maus-tratos contra um cão da raça pitbull em Garça. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), durante audiência de custódia realizada de forma virtual.
Ela havia sido presa na tarde de domingo (18), após policiais civis encontrarem o animal em situação considerada crítica em uma residência na rua Borba Gato.
Apesar da soltura, a mulher deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, como comparecer a todos os atos do processo, manter o endereço atualizado e não se ausentar da Comarca de Garça por mais de oito dias sem autorização judicial, exceto para trabalhar em Marília. O descumprimento das medidas pode resultar em nova prisão.
Na decisão, o juiz entendeu que, neste momento, não estão presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva.
Maus-tratos e desacato
Investigadores da Delegacia de Polícia de Garça foram até o imóvel após uma denúncia anônima de possível maus-tratos.
No local, os policiais encontraram o filhote, de aproximadamente seis meses, extremamente magro e debilitado, preso por corda e corrente, exposto ao sol e à chuva, sem abrigo adequado. O animal também apresentava infestação de carrapatos.
Ainda conforme o registro policial, o quintal estava em condições insalubres, com água esverdeada imprópria para consumo, ausência de alimento e acúmulo de fezes e entulhos.
O cachorro foi resgatado e encaminhado para atendimento na Clínica Veterinária Izar. Laudo assinado pelo médico-veterinário apontou quadro severo de maus-tratos, com desnutrição extrema, apatia e suspeita de doença do carrapato.
Nega crime
A mulher, que trabalha em Marília, negou ter abandonado o animal. Em depoimento, afirmou que havia se mudado recentemente e deixado a cadela temporariamente no antigo imóvel enquanto organizava a nova residência. Disse ainda que retornava frequentemente ao local para alimentar e cuidar do cachorro.
Durante a abordagem, segundo a polícia, ela teria desacatado um dos investigadores ao afirmar que “vocês policiais são todos mentirosos”. A corporação relatou ainda que foi necessário o uso de algemas devido ao comportamento exaltado da investigada.
Ela segue respondendo pelos crimes de maus-tratos a animal e desacato. O inquérito policial continua em andamento.
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