Polícia

Reviravolta em caso de homicídio resulta em nova prisão em Marília

Equipe da DIG durante busca pela mulher de 25 anos; de testemunha a suspeita (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil de Marília prendeu, na tarde desta quinta-feira (10), uma mulher de 25 anos que, inicialmente, havia sido ouvida como testemunha do assassinato brutal de Agnaldo Souza Barbosa, de 54 anos, ocorrido na noite de quarta (9), em um terreno baldio na rua Santos Dumont, na zona norte da cidade. Para a polícia, há provas da participação direta dela no crime.

A prisão temporária foi decretada pela 3ª Vara Criminal de Marília após representação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que voltou a ouvir o homem de 28 anos preso em flagrante. Ela foi capturada na praça São Miguel, local de frequência de pessoas em situação de rua.

“Conseguimos provas irrefutáveis da participação direta dela. Representamos pela prisão temporária, que foi deferida. Após isso, o outro suspeito retificou o interrogatório e confirmou que foi ela quem desferiu as facadas na vítima”, afirmou o delegado Marcelo Perpétuo, titular da DIG.

Agnaldo Souza Barbosa tinha 54 anos (Foto: Divulgação)

CRIME BÁRBARO

Agnaldo foi encontrado morto com cortes profundos no pescoço e no rosto, além de ter tido o corpo parcialmente carbonizado. A suspeita é de que ele pode ter sido incendiado ainda com vida. O primeiro relato da mulher detida apontou que ele ainda se movia e falava quando teve o corpo queimado.

O crime aconteceu em uma área de passagem próxima à Vila Barros e causou comoção pelo nível extremo de violência e pela banalidade da motivação. Segundo o homem preso, a briga teria começado após a vítima se recusar a pagar R$ 10 depois de compartilhar uma pedra de crack.

CORPO ARRASTADO

O homem preso em flagrante fez uma confissão considerada fantasiosa pela polícia, alegando legítima defesa após um suposto ataque da própria vítima. Inicialmente, ele tentou isentar a mulher de responsabilidade, mas voltou atrás durante novo interrogatório.

Testemunhas relataram ter visto um casal arrastando o corpo de Agnaldo e tentando atear fogo no terreno. Pouco depois, o suspeito foi preso nas proximidades, sujo de sangue e com ferimentos compatíveis com luta corporal.

A mulher, na primeira declaração, afirmou ter sido ameaçada para permanecer no local e disse que o homem teria agido sozinho. Ela não apresentava manchas de sangue nem sinais de embate direto com a vítima.

Na nova versão apresentada pelo suspeito, a mulher teria desferido facadas no corpo de Agnaldo e participado também da tentativa de carbonização, quando ele já estava dominado. Com a reviravolta no caso, a polícia quer manter a suspeita presa por pelo menos 30 dias, enquanto o inquérito segue.

O crime segue sendo investigado como homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel. A DIG aguarda laudos periciais que devem acrescentar informações cruciais, e outras diligências poderão ser realizadas para esclarecer a participação exata de cada envolvido.

Se condenados, os acusados podem pegar até 30 anos de reclusão.

Carlos Rodrigues

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