Polícia

Mulher é presa por maus-tratos a pitbull em ação da Polícia Civil de Garça

Condições do local eram precárias, conforme documentou a polícia (Fotos: Divulgação)

Uma mulher de 30 anos foi presa em flagrante na tarde desta segunda-feira (18), em Garça, acusada de maus-tratos contra um cão da raça pitbull. O caso ocorre poucos dias após a repercussão da morte de um gato encontrado em uma churrasqueira na cidade e também resultou em autuação por desacato.

Segundo o boletim de ocorrência, investigadores da Delegacia de Polícia de Garça foram até uma residência na rua Borba Gato após denúncia anônima de que um cachorro estaria sofrendo maus-tratos.

No local, os policiais encontraram o animal em situação crítica. O filhote, de aproximadamente seis meses, estava extremamente magro e debilitado, preso por corda e corrente, exposto ao sol e à chuva, sem abrigo adequado e com infestação de carrapatos.

Ainda de acordo com a polícia, o ambiente apresentava condições insalubres, com água esverdeada imprópria para consumo, ausência de alimento e acúmulo de fezes e entulhos no quintal.

Mudança de endereço

O cão foi resgatado e encaminhado à Clínica Veterinária Izar, onde passou por avaliação do médico-veterinário Luiz Fernando Batistuti. O laudo apontou quadro severo de maus-tratos, com desnutrição extrema, apatia, alterações nas mucosas e suspeita de doença do carrapato.

A polícia identificou como tutora do animal uma atendente de telemarketing de 30 anos, moradora dos fundos do imóvel. Os investigadores foram até o local de trabalho da mulher, onde ela admitiu residir na casa e afirmou que havia deixado o cachorro amarrado para evitar fuga.

Em depoimento, a suspeita negou os maus-tratos e alegou que havia se mudado recentemente, deixando a cadela temporariamente no imóvel anterior enquanto organizava o novo endereço. Disse ainda que comparecia com frequência ao local para alimentar e cuidar do animal.

Segundo a polícia, durante a abordagem, a mulher se exaltou e teria desacatado um dos investigadores ao afirmar que “vocês policiais são todos mentirosos”.

Ainda conforme o registro policial, foi necessário o uso de algemas devido ao comportamento agressivo e ao risco de resistência e fuga. A investigada também vai responder pelo crime de desacato e aguarda decisão da Justiça em audiência de custódia.

Carlos Rodrigues

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