Polícia

Mulher é condenada pela Justiça por participação na morte do marido

Polícia no local do crime (Foto: Beno Bond/Nova TV)

A Justiça condenou Alini Lilian Guedes, de 36 anos, pela participação no assassinato do marido, o lavrador Adriano Silva Barreto, de 37 anos. O crime, ocorrido em março de 2024, provocou forte repercussão em Guaimbê, pela trama, violência e ocultação de cadáver.

Julgamento aconteceu no Tribunal do Júri da Comarca de Lins, após o processo ser transferido de Getulina por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). O desaforamento foi determinado em razão da grande comoção causada pelo caso e da necessidade de garantir imparcialidade aos jurados.

A sessão foi presidida pela juíza Ana Flávia Jordão Ramos Fornazari. O promotor de Justiça Rodrigo Nunes Laureano sustentou a acusação. Alini foi condenada a uma pena de 21 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado.

Adriano foi vítima do crime violento (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver.

Emboscada pelo amante

Segundo as investigações, Adriano foi morto na madrugada de 4 de março de 2024. Conforme a denúncia, Alini mantinha um relacionamento extraconjugal com Luis Henrique Bezerra da Silva e teria participado do planejamento do assassinato.

De acordo com a acusação, a mulher atraiu o marido para uma caminhada durante a madrugada. No local, Luis Henrique atropelou Adriano diversas vezes e, em seguida, desferiu pauladas que causaram a morte do trabalhador rural.

As investigações apontaram ainda que os filhos do casal, então com 14 e seis anos de idade, teriam presenciado parte da ação criminosa.

Corpo no quintal

Após o homicídio, o corpo foi colocado em um veículo e levado para a casa de Luis Henrique. No dia seguinte, os acusados cavaram uma cova no quintal do imóvel, embaixo de um pé de laranja que foi arrancado para esconder os vestígios do crime.

Ainda segundo a investigação, os envolvidos utilizaram cal para tentar reduzir o odor e dificultar a localização do cadáver. O corpo só foi encontrado posteriormente, após o avanço das investigações das forças policiais.

A sentença fixou a pena em 21 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, com execução imediata. Além da prisão, a ré foi condenada ao pagamento de multa.

Amante já condenado

O outro acusado pelo assassinato, Luis Henrique Bezerra da Silva, apontado como amante de Alini na época do crime, já havia sido submetido a júri popular e acabou condenado a 26 anos, seis meses e sete dias de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Durante a investigação e em interrogatório, Alini alegou que teria sido coagida pelo então companheiro extraconjugal. A versão, porém, foi contestada por depoimentos reunidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

Adriano Silva Barreto tinha 37 anos e deixou dois filhos. O caso foi considerado um dos mais impactantes da região nos últimos anos, tanto pela crueldade do assassinato quanto pela tentativa de ocultação do corpo.

Carlos Rodrigues

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