O Fórum da Comarca de Lins terá esquema especial de segurança para o julgamento de Alini Lilian Guedes, de 36 anos, acusada de participação no assassinato do então marido, o lavrador Adriano Silva Barreto, de 37 anos, crime que chocou a comunidade de Guaimbê, em março de 2024.
A sessão do Tribunal do Júri está marcada para o dia 11 de junho de 2026, às 9h30, conforme documentos obtidos pela reportagem junto ao processo que agora tramitam na 1ª Vara Criminal de Lins.
Todo processamento seria em Getulina, na própria Comarca, mas houve desaforamento – transferência de fórum – devido a comoção local e necessidade de garantir jurados isentos.
Ofícios expedidos pela Justiça determinam reforço de policiamento interno e externo no prédio do fórum, durante todo o julgamento. Documento solicita que a Polícia Militar mantenha equipes no local até o encerramento da sessão plenária.
Atropelamento, pauladas e ocultação de cadáver
Alini está presa na Penitenciária Feminina de Pirajuí, e deverá ser apresentada sob escolta para participar do júri popular.
O caso provocou forte repercussão na região pela violência empregada no homicídio. Segundo a denúncia do Ministério Público, Adriano foi morto na madrugada de 4 de março de 2024. Acusação aponta que o executor foi Luis Henrique Bezerra da Silva, apontado como amante de Alini na época.
As investigações indicam que Adriano foi atraído para um local afastado e acabou atingido por um veículo conduzido por Luis. O laudo necroscópico anexado ao processo aponta que o corpo da vítima teria sido atropelado diversas vezes, além de sofrer golpes de madeira na cabeça.
Ainda conforme os autos, os filhos do casal – então com 14 e 6 anos – teriam presenciado parte da ação criminosa.
Após o assassinato, o corpo foi colocado em um carro e levado para a residência de Luis Henrique, onde permaneceu durante a madrugada. No dia seguinte, o cadáver foi enterrado no quintal da casa, embaixo de um pé de laranja arrancado para abertura da cova.
Ainda segundo a investigação, os envolvidos utilizaram cal para tentar reduzir o odor e dificultar a descoberta do cadáver.
Amante já foi condenado
Luis Henrique Bezerra da Silva já foi submetido a júri popular anteriormente e acabou condenado a 26 anos, seis meses e sete dias de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Já Alini responde separadamente no processo que agora entra na fase final com o julgamento marcado para junho. A defesa dela nega participação no crime.
Em interrogatório, ela afirmou ter sido coagida pelo então amante. A versão, porém, foi contestada por depoimentos reunidos durante a investigação policial e pela acusação do Ministério Público.
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