Política

MPF pede que TRF2 aumente pena de Sérgio Cabral

O Ministério Público Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para aumentar as penas do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, de um de seus operadores financeiros, Carlos Miranda, e de seu ex-assessor da Casa Civil Ary Filho, no âmbito de ação penal por lavagem de dinheiro relacionada à Operação Mascate, uma das fases da Calicute. Já condenados a até 13 anos de prisão, os três lavaram mais de R$ 10 milhões recebidos ilicitamente em contratos celebrados pelo governo estadual em 148 situações distintas, como serviços de consultoria inexistentes, compra de veículos e compra de imóveis, diz a Procuradoria.

O pedido do MPF é um dos recursos que serão analisados no próximo dia 7 pela 1ª Turma do Tribunal Federal Regional da 2ª Região. As informações foram divulgadas pelo MPF.

Segundo o MPF, por meio da delação de Adriano Martins, proprietário da Eurobarra, Americas Barra e Imbra, foi apurado Ary Filho era o responsável pela entrega de dinheiro em espécie ao colaborador, que posteriormente utilizava a quantia para pagar os serviços fictícios e adquirir os carros e imóveis em nome de suas próprias empresas e repassar de volta aos acusados

Em primeira instância, a Justiça Federal condenou Cabral, Carlos Miranda e Ary Filho apenas em relação aos contratos de consultoria e às compras de imóveis. Cabral foi sentenciado a 13 anos de reclusão e ao pagamento de 480 salários mínimo de multa, Carlos Miranda a 12 anos e também 480 salários mínimo e Ary Filho a nove anos e quatro meses e 380 salários mínimo.

No entanto, para a Procuradoria, a ocultação de recursos ilícitos por meio da compra de automóveis também ficou ‘claramente demonstrada’ pela investigação. “Conforme o auto de apreensão, um dos veículos se encontrava na residência de Ary Filho e as chaves na cabeceira de sua cama, sendo estes elementos, além de outros, aptos a demonstrar a real propriedade daquele bem”, ressaltou o procurador regional da República Rogério do Nascimento no parecer pela reforma da sentença.

O MPF pede ainda que o Tribunal recalcule a pena dos condenados, já que as agravantes de pena previstas no Código Penal foram aplicadas em patamar ‘inferior ao ideal’.

“Uma reprimenda mais grave se mostra necessária sob o risco de violação ao princípio constitucional da vedação da proteção insuficiente, uma garantia da sociedade. Todo o prejuízo aferido nestes autos cujas gravíssimas consequências o Estado do Rio de Janeiro ainda vem enfrentando foi causado pelos apenados”, argumenta Nascimento.

Agência Estado

Recent Posts

Em Marília, Alckmin lança policlínica e anuncia melhorias na BR-153

https://youtu.be/ThCGEs-Rp-E?is=NhZesC865AKQ0fuI Faça parte de nosso grupo de WhatsApp. Entre aqui!

7 horas ago

Curitibano, jovem sobrevivente de queda de avião recebe alta do HC

Pablo Portella Ilowski foi único sobrevivente da queda do bimotor (Foto: Redes Sociais) O piloto…

12 horas ago

Operação prende três suspeitos de integrar quadrilha que roubou fazenda em Garça

Veículo levado em Garça foi apreendido na região de Ribeirão Preto (Foto: Divulgação) A Polícia…

13 horas ago

Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na noite dessa quarta-feira (10), um…

14 horas ago

Conab: produção de grãos pode chegar a 358,6 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na…

14 horas ago

Abertura da Copa 2026 tem dois jogos pelo Grupo A no México

Duas partidas válidas pelo Grupo A inauguram a Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira…

14 horas ago

This website uses cookies.